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Virgem Roubada pelo Mafioso Psicopata :CONTRATO DE SANGUE romance Capítulo 110

POV/ ALESSIA

Desci, tomei café, voltei para o quarto e almocei por lá mesmo. Fiz um ritual de banho para tentar lavar a ansiedade e vesti um vestido branco florido, soltinho o suficiente para não me apertar durante a viagem, e calcei sandálias confortáveis. Eu queria parecer indiferente, como se estivesse indo apenas para um passeio de domingo, e não cruzando o oceano com o homem que roubou minha alma e agora a guardava em um cofre. Peguei uma blusa de frio por precaução; meu instinto dizia que a madrugada na Sicília não teria piedade.

Às 17h50, o Canário foi ao quarto me buscar. Ele carregou minha mala com aquela cara de poucos amigos, enquanto eu caminhava para a saída tentando manter a dignidade. Cassian já me esperava perto da aeronave, com um sorriso que parecia ser a única coisa pura e honesta naquele lugar de sombras. Ele segurou minha mão e começou a contar, genuinamente empolgado, que tinha tirado uma nota excelente na prova de história.

— Caiu tudo sobre a Guerra da Papoula, Alessia! Aquele livro que você me indicou salvou minha pele — ele riu, orgulhoso como um pavão.

— Pelo menos não caiu nada sobre "lugares calmantes", não é? — brinquei, lembrando do nosso código. Rimos juntos, criando uma bolha de leveza que estourou no exato momento em que meus olhos encontraram o Dominic parado perto do helicóptero.

Ele estava lá, imponente, um monarca sombrio observando cada movimento nosso. Quando me aproximei, ele estendeu a mão para me ajudar a subir, um gesto de cavalheirismo que me soou mais falso que uma nota de três euros depois do gelo que ele me deu nos últimos dias. Ignorei a mão dele propositalmente, fingindo que uma nuvem muito interessante passava no céu naquele momento.

— Cassian, pode me ajudar? — pedi, e o menino, todo solícito, prontamente me deu apoio.

O problema é que o helicóptero era alto, e meu vestido era... bem, leve demais. Cassian subiu e me estendeu a mão, mas quando tentei firmar o pé na escada, o desastre começou. O vento das hélices decidiu que queria ver o que eu tinha por baixo do vestido. Antes que eu desse um show gratuito para os seguranças ou tropeçasse nas minhas próprias pernas, senti mãos grandes e possessivas envolverem minha cintura.

Sem aviso, o Dominic me suspendeu no ar como se eu fosse uma boneca de pano. Com uma mão, ele puxava a barra do meu vestido para baixo — garantindo que nada além do necessário fosse visto — enquanto me colocava para dentro da cabine com uma facilidade irritante. O toque dele queimou através do tecido, mas eu me recusei a olhar para ele. Apenas coloquei os fones de ouvido e encarei a paisagem sumindo, sentindo meu estômago dar voltas enquanto voávamos em direção à Sicília.

Chegamos sob um vento cortante que parecia carregar navalhas. A blusa de frio que eu tinha separado? Ficou presa no fundo da mala, que por sua vez estava trancada no bagageiro. Quando o Dominic me ajudou a descer, aceitei a mão dele apenas porque o turbilhão das hélices ainda ligadas ameaçava me mandar de cara para o asfalto.

Ele me segurou pela cintura por um segundo a mais do que o necessário, me puxando para perto para me estabilizar. Senti a respiração dele quente perto do meu ouvido, um contraste violento com o frio da noite.

— Você está tremendo — ele notou, passando a mão pelo meu braço em um gesto que começou protetor e terminou quase como uma carícia.

— Minha blusa... ficou lá dentro da mala... — murmurei, odiando o fato de que minha voz saiu falha e de que eu tinha me arrepiado inteira com o toque dele.

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