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Virgem Roubada pelo Mafioso Psicopata :CONTRATO DE SANGUE romance Capítulo 116

POV: DOMINIC FERRARO

Heloísa, percebendo que o clima ia de "festa na piscina" para "cenário de crime" em três segundos, saiu da água rapidinho, catando a toalha como se sua vida dependesse disso. Ela me deu um olhar de "boa sorte, campeão" e sussurrou ao passar por mim, com um sorriso de quem estava adorando o show:

— Eu avisei que o ciúme era o despertador, Ferraro. Divirta-se

Eu não respondi. Não conseguia. Meus olhos estavam travados na Alessia, que agora nadava de costas, fazendo questão de mostrar o quanto aquele biquíni era geometricamente impossível e como tudo nela balançava perfeitamente a cada braçada.

— Sai. Da. Água. Agora. — Minha voz saiu num rosnado tão baixo e vibrante que até os pássaros nas árvores ao redor devem ter feito as malas para ir embora.

— Por que, Capo? — ela perguntou, apoiando os cotovelos na borda com uma calma irritante, deixando o busto estrategicamente em evidência. — Eu sou uma convidada, lembra? E convidadas podem nadar. Se os seus homens não aguentam olhar para uma mulher bonita sem babar no uniforme, o problema é seu, não meu.

Ela estava me desafiando. A Alessia vulnerável e chorosa da noite anterior tinha sido substituída por uma sereia vingativa e debochada que estava fazendo picadinho do meu autocontrole.

— Eu vou contar até três, Alessia — eu disse, dando um passo pesado até a borda, ignorando solenemente o fato de que meus sapatos de couro caríssimos estavam encharcando. — Se você não sair, eu entro aí e te tiro pelos cabelos na frente de todo mundo. E eu juro pela alma do meu pai que o que eu vou fazer com você no quarto vai te fazer esquecer até como se respira, quanto mais como se mergulha.

Ela arqueou a sobrancelha, um brilho de triunfo maligno nos olhos verdes.

— Um monstro como você fazendo promessas? Que medo... estou tremendo, Dominic. Deve ser o frio da água.

— Sai da porra dessa piscina. Agora, Alessia! — Minha voz reverberou pelas paredes da Fortaleza, fazendo os seguranças na guarita pularem de susto, mas ela nem piscou.

— Eu não vou sair! Você não manda em mim, esqueceu? Eu sou uma "convidada" — ela respondeu, boiando com uma paz que me dava vontade de quebrar o deck inteiro.

— Eu não vou repetir. Sai dessa água.

— Se quiser que eu saia, vem me buscar! — Ela me desafiou, dando um impulso e nadando para o meio da parte funda, rindo da minha cara de tacho.

Ah, desgraçada. Filha da puta gostosa do caralho.

Eu não precisei ouvir duas vezes. O estalo da minha paciência foi audível. Ignorei o fato de que estava usando um terno de três mil euros e sapatos de grife; eu simplesmente saltei. O impacto da água gelada não esfriou meu sangue nem um grau sequer. Nadei com braçadas violentas, parecendo um tubarão de paletó. Alessia tentou escapar, rindo e gritando "não encosta!", mas eu a alcancei em dois segundos. Agarrei suas pernas por baixo da água e a puxei para o meu território.

Emergi com ela se debatendo e jogando água na minha cara, mas a joguei por cima do meu ombro como um saco de batatas. Minhas roupas pesavam toneladas, encharcadas, mas o peso dela era o único que importava. Ao sair da piscina, percebi que os poucos soldados que restavam ainda tentavam desviar o olhar, mas o biquíni dela era tão minúsculo que, naquela posição de cabeça para baixo, a visão era um convite ao pecado capital.

A fúria voltou a subir, agora misturada com uma possessividade demente. Coloquei-a no chão por um segundo, arranquei minha camisa social encharcada — abrindo os botões com tanta força que um deles provavelmente atingiu o olho de um segurança — e enfiei a peça pela cabeça dela de uma vez. Ela ficou presa dentro do tecido pesado e molhado, parecendo um fantasma de grife, sem nem conseguir achar as mangas. Imediatamente, a joguei de novo no ombro e marchei para dentro da casa, deixando um rastro de água e ódio pelo caminho.

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