POV: DOMINIC FERRARO
Avancei na direção dela como um predador, mas a Alessia foi irritantemente mais rápida. Ela correu para o outro lado do quarto, desviando da cama com uma agilidade que me fazia querer quebrar cada móvel daquele cômodo. Ela ria com um escárnio que me atingia como chicotadas. Eu a segui, movido por um instinto puramente animal, mas ela serpenteou até parar perto da porta, com a mão já na maçaneta.
— Não se atreva a sair por essa porta — rosnei, a voz saindo das profundezas do meu peito, rouca e perigosa.
— Por quê? O que você vai fazer, Dominic? — Ela me desafiou, e então, com uma lentidão torturante, as mãos dela subiram para os laços laterais do biquíni. — Eu posso fazer topless lá fora também, não posso? Afinal, eu sou uma convidada de honra.
— Alessia, para com essa porra! Não me provoca! — gritei, sentindo minha sanidade pendurada por um fio de seda.
— Por que você se importa? — Ela soltou o primeiro laço, e o tecido escorregou perigosamente pela pele molhada. — Você não se importa com o que eu faço, lembra? Você mesmo disse: eu sou mercadoria. E mercadoria precisa ser exposta para atrair compradores, não é?
Ela girou a maçaneta. Eu não pensei. Voei na direção dela, saltando por cima da poltrona e batendo a palma da mão contra a madeira da porta com um estrondo que deve ter sido ouvido até na guarita da entrada. Tranquei a fechadura em um movimento seco e a prensei contra a parede, minha mão fechando no pescoço dela — não para machucar, mas para ancorá-la ali.
— Você está brincando com fogo — sibilei, meu olhar caindo para o busto dela, que subia e descia freneticamente, implorando pelo meu toque.
Alessia riu na minha cara, um som cristalino e provocador.
— Se o fogo está incomodando, por que você não apaga, Dominic? — Ela inclinou a cabeça, os lábios quase roçando no meu queixo. — Por que você não tira logo esse biquíni de mim? É só puxar a corda...
— Eu não posso — respondi, e minha voz falhou por um segundo.
— Por que não? — Ela sussurrou, a mão dela subindo pelo meu peito nu, as unhas arranhando levemente minha pele. — Você tem medo de um pedaço de pano?
— Porque se eu começar a tirar esse biquíni, Alessia... — Minha testa encostou na dela, o calor entre nós era insuportável. — Eu não vou conseguir parar só em tirar o biquíni. Eu vou destruir você. Eu vou te possuir de um jeito que você não vai conseguir andar por dois dias. É isso que você quer?

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