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Virgem Roubada pelo Mafioso Psicopata :CONTRATO DE SANGUE romance Capítulo 138

POV: ALESSIA LOMBARDI

O som da água borbulhando na hidromassagem era o único ruído entre nós. Dominic me mantinha presa entre suas pernas, meus braços apoiados no peito dele enquanto observávamos a imensidão negra acima do teto de vidro. Ele parecia distante, mas seus dedos não paravam de acariciar minha pele sob o tecido da sua camisa.

— O mundo é redondo, Alessia — ele começou, a voz saindo profunda, quase vibrando contra as minhas costas. — E a única coisa que todos os mundos e regiões têm em comum é o que está lá em cima: a galáxia e as estrelas.

Ele levantou a mão direita, fechando um dos olhos e esticando o braço em direção ao céu.

— Se você esticar o braço e levantar o dedão assim... — ele pegou minha mão e a posicionou junto à dele, ajustando meu ângulo de visão — você consegue cobrir a Lua. Eu li uma vez que, não importa onde você esteja no mundo, se fizer esse gesto, a Lua terá exatamente o mesmo tamanho do seu polegar. Ela é o único ponto de referência universal. Aonde você estiver, quando olhar para o céu e fizer isso, saiba que eu estarei olhando para a mesma Lua e pensando em você. Ela vai ser o nosso ponto de encontro.

Fiquei sem fôlego. O carrasco da Sicília estava sendo o homem mais romântico que eu já tinha conhecido. Meus olhos arderam, e o desejo de perguntar se ele me amava quase transbordou. Eu queria ouvir as palavras, queria que ele confirmasse o que seus atos gritavam, mas o medo de quebrar aquele feitiço me manteve calada. Eu não queria uma confissão forçada; queria apenas o agora.

Virei-me no colo dele, a água quente criando ondas entre nossos corpos. Ele se importava comigo. Pelo menos naquele momento, eu era a única coisa que importava para ele.

— Você está muito poético hoje, Ferraro — sussurrei, tentando esconder a emoção.

Ele sorriu de canto e deslizou a mão por baixo da camisa que eu usava, encontrando meus seios. O toque foi possessivo, mas carregado de uma ternura que me desarmou. Ele começou a beijar meu pescoço, subindo para a curva da minha mandíbula.

— Eu só estou sendo honesto — ele murmurou contra a minha pele. — Já te disse antes e vou repetir: não é o seu cabelo prateado, Alessia. Mesmo se você fosse careca, eu ainda ia te querer de todo jeito. O que me prende a você vai muito além da imagem.

Dei uma mordida leve no lábio inferior dele, sentindo o gosto metálico e doce da nossa noite.

— Então tá bom — brinquei, com a voz embargada. — Se um dia eu ficar careca, já sei que ainda terei o seu desejo.

Dominic riu baixo e me puxou para um beijo profundo que selou aquela promessa feita sob as estrelas de São Paulo. Mas o clima logo mudou. Ele pegou um dos brigadeiros que estavam na borda da hidro e, depois de dar uma mordida, passou o restante do doce pelos meus lábios, sujando-os de chocolate.

Ele me beijou novamente, sugando o doce da minha boca com uma lentidão provocante, antes de descer o beijo pelo meu pescoço, arrastando o rastro de chocolate pela minha pele.

— Vou ficar toda preguenta, Dominic! — protestei entre risos, sentindo o arrepio percorrer minha espinha.

— Não se preocupe, principessa — ele sibilou contra a minha pele, a voz carregada de intenção. — Eu vou limpar cada centímetro.

Ele me pegou pela cintura e, com um movimento firme, me sentou na borda de mármore da hidromassagem. Fiquei com as costas contra o vidro e as pernas pendendo para fora, enquanto ele permanecia dentro da água, posicionado entre as minhas coxas.

Dominic pegou outro doce e começou a passá-lo pela extensão da minha perna, subindo lentamente enquanto seus olhos nunca deixavam os meus. Logo em seguida, ele seguiu o rastro com a língua, explorando minha pele com uma fome que me fez esquecer completamente do mundo lá fora.

O rastro de brigadeiro que ele deixou na minha perna queimava como fogo sob a carícia da sua língua. Dominic subiu lentamente, provando minha pele com uma fome que me deixava sem fôlego. O chocolate agora manchava minha barriga e, com um movimento possessivo, ele afastou o tecido fino da minha calcinha. Quando a língua dele me encontrou, úmida e quente, soltei um gemido que ecoou por todo o vidro da cobertura.

Enterrei meus dedos nos cabelos dele, apertando sua cabeça contra mim, implorando silenciosamente para que ele não parasse. Enquanto me devorava com uma intensidade que me fazia ver estrelas, Dominic inseriu um, depois dois dedos em mim, movendo-os em um ritmo que me levava ao ápice da loucura.

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