POV: ALESSIA LOMBARDI
Puxei Dominic pela nuca, sentindo a textura do seu cabelo entre meus dedos, e selei nossos lábios em um beijo que carregava toda a minha confissão silenciosa. O gosto dele era uma mistura inebriante de uísque, chocolate e aquele perigo metálico que sempre o acompanhava. Ele me puxou de volta para a água, fazendo meu corpo submergir em ondas quentes até que eu me encaixasse perfeitamente no seu colo. Dominic estava apenas de cueca, e o volume rígido dele pressionava minha coxa, enviando choques elétricos por todo o meu corpo. Com movimentos ágeis e precisos sob a água, ele se libertou do tecido, e eu me guiei para cima dele, sentindo-o me preencher por completo em um encaixe que parecia ter sido esculpido pelo destino.
Comecei a cavalgar nele com uma lentidão torturante, saboreando cada centímetro daquela conexão profunda. Dominic segurava minha cintura com uma força que beirava a possessividade, enterrando o rosto no meu pescoço, onde alternava entre beijos quentes que queimavam minha pele e mordidas leves no meu ombro que me faziam arfar. Já tínhamos transado muitas vezes, mas parecia que, a cada encontro, a intensidade dobrava; ficava melhor, mais visceral, como se nossos corpos estivessem tentando decorar cada curva, cada cicatriz e cada reação um do outro antes que o tempo se esgotasse.
A água da hidromassagem borbulhava ao nosso redor, criando sensações táteis que faziam minha pele arrepiar a cada movimento. Eu me flexionava contra ele, buscando o máximo de contato possível, perdida no ritmo apaixonado daquele vai e vem lento e coreografado pelo desejo. O som da nossa respiração pesada, entrecortada por suspiros, misturava-se ao ruído rítmico dos jatos da hidro, transformando aquele teto de vidro em São Paulo no nosso refúgio particular, isolado de todas as guerras que nos esperavam na Itália.
— Eu acho que agora podemos ir para o quarto — ele murmurou contra o meu ouvido, a voz carregada de uma rouquidão tão profunda que me fez estremecer da nuca aos pés.
— Eu estava gostando desse seu espírito aventureiro, Ferraro — brinquei, tentando recuperar o fôlego enquanto me perdia na escuridão dos seus olhos, que agora brilhavam com uma promessa silenciosa. — Sabe o que eu queria de verdade?
— O quê? — ele perguntou, arqueando uma sobrancelha, um desafio implícito no olhar.
— Transar na praia. Mas lembrei que São Paulo não colabora com isso — ri baixinho, vendo-o dar um sorriso de canto, aquele raro e perigoso. — O quintal vai ter que servir.
Dominic me tirou da água com um movimento decidido e protetor. Ele não me levou para o quarto; em vez disso, guiou-me para a área externa da mansão, onde o ar da noite paulistana era fresco e carregado com o aroma de terra molhada e flores noturnas. Fomos para trás de uns arbustos altos, um santuário de penumbra escondido da vista principal da Fortaleza.

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