POV: ALESSIA LOMBARDI
Saímos do jardim quase correndo, a adrenalina pulsando em minhas veias como se fôssemos dois adolescentes fugindo de uma patrulha. Cruzamos os corredores da Fortaleza em uma velocidade frenética, passando pelos seguranças que fingiam não notar o estado em que estávamos — eu, vestindo apenas a camisa dele, com os pés sujos de terra e o cabelo emaranhado; ele, com o olhar predatório que indicava que ninguém deveria cruzar nosso caminho. O pessoal da casa já havia terminado de arrumar os restos do chá de bebê da Aurora, deixando um rastro de silêncio que só era quebrado pelo som dos nossos passos rápidos.
No meio do corredor, Dominic me puxou contra a parede e me beijou com uma urgência que me fez perder o chão. Eu me sentia exatamente como as garotas das histórias que costumava ler: vivendo um amor proibido, perigoso e avassalador. Andávamos alguns metros e parávamos para nos pegar de novo, os lábios colados, as mãos explorando o que o tecido das roupas ainda escondia. Quando finalmente chegamos à porta do seu quarto, ele me pegou no colo com uma facilidade bruta, chutando a porta para fechá-la assim que entramos.
O som da madeira batendo contra o batente selou nosso isolamento. Ele não me soltou; levou-me direto para o banheiro, onde a luz fria contrastava com o calor que emanava de nossos corpos. Abrimos o chuveiro e deixamos a água cair, mas o banho foi apenas um pretexto. Mal nos lavamos de fato; passamos o tempo todo nos beijando sob o jato de água, a grama e a sujeira do jardim sendo levadas enquanto nossas línguas travavam uma batalha por domínio.
Ali mesmo, contra o azulejo molhado, Dominic me prendeu e começou a me dedar com uma ferocidade que me fez arquear as costas. O som dos seus dedos entrando e saindo de mim, misturado ao barulho da água, era a única música que eu precisava. Senti que ia gozar de novo, meus músculos começando a contrair em torno da mão dele, mas Dominic, em um movimento calculista, parou antes que eu atingisse o ápice. Ele me puxou para fora do box, ambos ainda pingando, e me arrastou em direção à cama king-size que dominava o quarto.
Ele me jogou sobre os lençóis de seda com uma força controlada. Dominic posicionou-se sobre mim, os olhos fixos nos meus, exalando aquele magnetismo bruto que eu tanto descrevera à Heloísa.
— Hoje eu quero ficar dentro de você em todos os lugares, Alessia — ele sentenciou, a voz saindo como um rosnado possessivo. — Completamente.
Fiz uma carinha de desafio, sentindo um calor úmido se espalhar por todo o meu ventre.
— E eu quero que você me preencha em todos eles — respondi, puxando-o para mais perto.

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