POV: ALESSIA LOMBARDI
Caminhar por aquele corredor, cercada por homens que me olhavam como se eu fosse um pedaço de carne, foi a coisa mais humilhante que já vivi. As risadas deles ainda ecoavam na minha mente. Eles riram do meu sonho, riram da ideia de uma mulher liderar o império que é meu por direito.
Mas, entre todos aqueles rostos debochados, o de Dominic permaneceu uma máscara de gelo. Ele não riu. Pelo contrário, ele silenciou o deboche com um único olhar. Não que ele fosse meu salvador ele era o meu carrasco mas, de alguma forma distorcida, ele respeitou a minha fibra. Ele não me viu como uma piada.
Ele me guiou até uma sala no final do corredor. Quando as portas se abriram, o impacto foi visual. O lugar parecia um estúdio de cinema profissional, mas com uma aura sinistra. Paredes brancas impecáveis, várias luzes enormes com sombrinhas difusoras aquelas que parecem guarda-chuvas e, no centro de tudo, uma câmera gigantesca montada em um tripé.
Lorenzo estava atrás da lente, ajustando o foco com uma precisão cirúrgica.
— Sente-se ali — Dominic ordenou, apontando para uma cadeira solitária no centro do foco de luz.
Eu obedeci, sentindo o calor das lâmpadas arder na minha pele nua sob a camisa preta dele. Eu me sentia pequena, exposta. Dominic se aproximou e, com uma delicadeza que me deu calafrios, ajeitou os fios da minha franja recém-cortada. Seus dedos roçaram minha testa, e eu fechei os olhos por um segundo, tentando não tremer.
— Olhe para a câmera, Alessia — ele sussurrou perto do meu ouvido. — Seu pai precisa ver cada detalhe de você.
Ele se afastou para trás das luzes, desaparecendo na escuridão enquanto eu ficava ali, sob o clarão ofuscante.
— Gravando em três... dois... um — a voz de Lorenzo anunciou.
O visor da câmera se acendeu e eu vi meu reflexo franja curta, a camisa larga, os olhos verdes transbordando um medo que eu lutava para esconder.
Dominic deu o sinal, e a conexão foi estabelecida. A tela à minha frente brilhou, e o rosto de Leopoldo surgiu. Ele parecia ter envelhecido dez anos em algumas noites; as bolsas sob os olhos e o tremor nas mãos entregavam sua ruína.
— Alessia! Minha filha! — O grito dele foi um golpe no meu peito. — Por favor, Ferraro! O que você quer? Eu faço qualquer coisa!
— Eu estou bem, pai — interrompi, minha voz saindo mais fria do que eu pretendia. Eu precisava que ele fosse forte, não patético. — Não se preocupe comigo. A mamãe está bem?
— Está muito preocupada, mas está bem.
De repente, o rosto de Marcellos surgiu atrás dele no monitor, empurrando o espaço para aparecer na câmera. A visão dele me deu náuseas.
— Amor! Você está bem? Eu vou te salvar, Alessia, eu juro que vou te buscar! — Marcellos gritava, seus olhos mostravam preocupação e mostravam desespero pelo controle que ele estava perdendo.
Dominic deu um passo para dentro do campo de visão da câmera, a mão pousando pesadamente no meu ombro.
— Chega de sentimentalismo — a voz de Dominic cortou o ar como um chicote. — Eu quero o território. Quero cada rota da Itália a capadócia, rotas aéreas e as navais e o controle absoluto das divisas que você me roubou, Lombardi.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Virgem Roubada pelo Mafioso Psicopata :CONTRATO DE SANGUE