POV: DOMINIC FERRARO
O estalo do monitor sendo desligado ecoou como um tiro no silêncio da sala. Era a única coisa que impedia que eu atravessasse aquela tela e arrancasse a traqueia de Leopoldo Lombardi com as minhas próprias mãos. Mas a fúria que subia pelo meu esôfago, ácida e sufocante, encontrou um alvo muito mais imediato. Olhei para a forma caída no chão, o sangue escorrendo pelo pescoço de Alessia, e a necessidade de destruir algo se tornou física, uma coceira violenta sob a minha pele.
Que porra ela achava que estava fazendo? A morte dela não pertencia a ela; pertencia a mim.
— Lorenzo, tira o Cassian daqui. Agora! — Rugiu
Cassian estava estático na soleira, os olhos arregalados refletindo o vermelho que manchava o tapete caro da minha sala. Lorenzo o agarrou pelos ombros, mas o estrago já estava feito. O menino viu o que eu era capaz de fazer quando o controle escapava das minhas mãos. Mas eu não tinha terminado a faxina.
Caminhei até o segurança que guardava a porta, o imbecil que permitiu que o meu irmão menor entrasse na zona de abate. O medo dele exalava como um odor podre, infectando o ar.
— Eu dei uma ordem, não dei? — Minha voz era um sussurro, calmo demais, diferente do meu estado mental.
— Dom, o menino estava ansioso, ele queria te con...
Não deixei o resto da desculpa imunda sair. Saquei a pistola com um movimento mecânico e enfiei uma bala exatamente no centro da testa dele. O impacto jogou a cabeça do homem contra o batente antes do corpo desabar como um saco de carne inútil diante de Cassian e Lorenzo. O som foi seco, definitivo.

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