POV: ALESSIA LOMBARDI
A madrugada avançou arrastando os minutos como correntes de ferro, e eu não consegui fechar os olhos nenhuma vez. O quarto permanecia imerso em uma penumbra cinzenta e fria, cortada apenas pelo som rítmico e pesado da respiração de Dominic ao meu lado.
Ele era imenso. Mesmo deitado na cama de casal, a carcaça massiva dele parecia ocupar quase todo o espaço, os ombros largos esmagando o colchão, os pés grandes quase saindo para fora da barra da cama. Eu parecia minúscula perto daqueles mais de um metro e noventa de puro músculo e cicatrizes.
Em algum momento da madrugada, enquanto dormia o sono pesado do uísque, Dominic se moveu num reflexo lento. A mão dele, enorme e calejada, deslizou pelo lençol e parou em cima da minha barriga, o peso dos dedos dele pressionando a minha pele por cima do tecido fino do vestido de alcinha. Só aquele toque involuntário fez meu estômago dar uma volta completa. Uma queimação conhecida e urgente começou a se espalhar por entre as minhas pernas, me deixando imediatamente molhada.
Olhei para o perfil do rosto dele sob a luz fraca da alvorada que começava a surgir na janela. Ele parecia tão sereno, tão desarmado sem aquela máscara cruel de Capo que tinha usado no pátio. Levei meus dedos trêmulos até a cabeça dele, acariciando os fios curtos com uma lentidão dolorosa.
— Você não vai se lembrar disso... — sussurrei para o silêncio, sentindo uma lágrima quente escorrer pelo meu templo. — O álcool vai apagar tudo. Mas eu preciso guardar isso em mim. Cada pedaço seu.
Movida por um desespero que parecia rasgar o meu peito, eu me mexi devagar. Prendi o ar, passei a perna por cima do corpo dele e sentei sobre as suas coxas rígidas. Dominic soltou um resmungo grosso, mas não acordou por completo; o uísque ainda mantinha a mente dele afundada em uma névoa densa.
Inclinei-me para a frente, apoiando minhas mãos no peito largo dele. Comecei a distribuir beijos lentos e molhados pela linha do pescoço dele, aspirando o cheiro de álcool misturado ao perfume amadeirado da pele que eu tinha aprendido a desejar como um vício. Subi as minhas mãos, puxando a camisa amassada dele para cima, expondo os gomos rígidos do abdômen marcado por cicatrizes de combate. Passei as palmas das mãos ali, acariciando aquela firmeza com um carinho desesperado, querendo tatuar a textura daquela pele na ponta dos meus dedos.
— Hum... O que é... — Dominic resmungou, a voz saindo extremamente rouca, arrastada pelo sono e pela bebida. As pálpebras dele pesaram, tentando abrir, os olhos castanhos focando o teto de um jeito confuso.
Colei os meus lábios na curva do ouvido dele, deixando que o meu hálito quente tocasse a pele dele.
— É só um sonho, meu amor... — cochichei, a voz embargada, mentindo para o homem que me quebrou. — Durma. É só a porra de um sonho.
A minha voz pareceu agir como um gatilho no subconsciente dele. Dominic relaxou a cabeça no travesseiro com um suspiro pesado, achando que estava realmente delirando no meio de uma fantasia erótica provocada pela bebida.
Deslizei minhas mãos para baixo, tateando o tecido da calça dele, e percebi que o corpo dele já tinha respondido ao meu toque no automático. Ele estava ereto, rígido, o volume marcando o tecido com uma força impressionante. Levei as mãos até a minha calcinha por baixo do vestido de alcinha soltinho; puxei a fita fina de tecido para o lado e a arranquei, jogando-a em qualquer canto do chão. Eu estava ensopada, ardendo de desejo e de dor.
Abri o zíper da calça dele com dedos rápidos e desajeitados, libertando o membro dele que pulsava contra a minha intimidade. Segurei a base dele, sentindo o calor impressionante que emanava dali, e me guiei.
Prendi os dentes no lábio inferior e desci o quadril de uma vez.
Um gemido agudo e rasgado escapou da minha garganta quando ele me preencheu por completo. Dominic era grande demais, espesso demais, e a sensação de ser esticada e possuída por aquela rigidez me fez arquear as costas, os olhos transbordando de lágrimas que caíram direto no peito dele.
Dominic abriu os olhos na penumbra.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Virgem Roubada pelo Mafioso Psicopata :CONTRATO DE SANGUE