POV/ ALessia
O maxilar dele travou. Um brilho de fúria possessiva, quase insana, cruzou seu olhar heterocrômicos. Ele deu um passo, reduzindo o espaço até que eu pudesse sentir o calor úmido que emanava de sua pele nua.
— O que você quer comigo? Fala logo! Ficar pelado e me encurralar é sua nova forma distorcida de tortura?
— Tortura? — Ele soltou uma risada sombria, o rosto a centímetros do meu. — Essa é uma palavra que eu nunca ouvi quando ficava pelado com uma mulher. Geralmente, eu ouvia gemidos e gritos de prazer.
Senti um arrepio de repulsa e fascínio. O cheiro de sabonete e o perfume amadeirado dele invadiam meus sentidos, me deixando tonta.
— Ver você, tão limpa e prateada, nesse meu mundo de esgoto e sangue, é algo que me deixa louco. Já esteve com um homem, amor? — ele sussurrou, a mão subindo para prender meu rosto com uma firmeza que beirava a dor. — Alguém já chegou a te tocar? Você deixou passarem as mãos por entre suas pernas? Sentiu os dedos dele tentando descobrir o que você esconde sob a saia?
— Isso... isso não é da sua conta — gaguejei, desviando o olhar. A vergonha queimava meu rosto como fogo. Eu era uma página em branco e ele estava rabiscando obscenidades nela.
— Alguém já passou a língua pelo seu corpo, explorou esse corpo, Alessia? Ou você ainda guarda esse segredinho para o seu noivo medíocre? — Ele deslizou o polegar pelo meu lábio inferior, forçando minha boca a se abrir levemente.
— Meu noivo, futuro marido, vai ser o único a me provar completamente. Então tire o seu cavalinho da chuva.
— Não. Eu vou experimentar você primeiro. Vou sujar esse lençol branco com o seu sangue de virgem e marcar cada centímetro dessa pele como minha. Por dentro e por fora. E depois? Depois te devolvo para o seu pai como uma mercadoria usada e estragada.
— Você pode me quebrar — desafiei, mesmo com a respiração errática e o coração martelando no peito —mas terá que se contentar com os pedaços. Eu nunca vou me dar a você por inteiro.
Dominic sorriu de forma cruel, um sorriso que não chegava aos olhos, e encostou os lábios nos meus, sem beijar, apenas reivindicando o território.
— Eu não quero que você se dê a mim, principessa. Eu quero tomar. O prazer não está na entrega... está em ver você lutar antes de perder tudo.
— Nunca.

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