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Virgem Roubada pelo Mafioso Psicopata :CONTRATO DE SANGUE romance Capítulo 198

( ALGUÉM? ficou com vontade de ME MATAR - DESCULPE- ME. ) - Prestem atenção na conversa e vejam essa amizade linda que se formou. Vai ser importante.

( CAp. maior para para recompensar o último erro e a demora.)

POV: ALESSIA LOMBARDI

Quando os sedãs blindados da comitiva Moretti cortaram os portões da mansão, senti um aperto esquisito no peito. Fui guiada pelas escadas pela governanta, Mercedes, até o andar superior. Assim que a porta do quarto principal se abriu, o alívio correu pelas minhas veias como um anestésico.

— Heloíse! — exclamei, esquecendo por um segundo toda a minha postura defensiva.

Corri na direção dela e a puxei para um abraço apertado, afundando o meu rosto no ombro dela. Senti o corpo dela tencionar de leve, e ela puxou o ar pelo nariz de um jeito ríspido, como se estivesse lutando contra um mal-estar repentino, mas não me afastou. Ficamos ali, agarradas por alguns segundos, no único porto seguro que eu tinha naquele país. Quando nos separamos, encarei o rosto da minha única amiga. Somos muito parecidas na estrutura, duas mulheres com curvas plus size bem marcadas, mas o espelho entre nós exibia contrastes gritantes: os meus cabelos longos e totalmente prateados contra os fios densos e intensamente pretos dela; a minha pele muito branca e os meus olhos verdes encontrando a mesma tonalidade no olhar dela.

— Que saudade de você... Você não imagina o inferno que tem sido os meus dias — comentei, deixando meu corpo desabar na poltrona do quarto com um suspiro pesado, cruzando as pernas de forma tensa.

— Agora você está livre, pensei que se sentiria melhor — Heloíse comentou, sentando-se na beirada da cama com um vinco profundo de preocupação entre as sobrancelhas.

— Livre? — soltei uma risada amarga, sentindo o meu maxilar travar instantaneamente. — Livre é uma palavra muito forte. Meu pai me isolou na Austrália como se eu fosse um objeto. E o Dominic... Aquele homem é louco. Enviou um segurança chamado Jonas, que parece uma babá controladora, mas que só aparece nas horas erradas. É como se eu não conseguisse respirar naquele lugar. É horrível.

— Sinto muito, mas fico feliz por você estar aqui — ela respondeu, tentando me transmitir algum conforto com a voz mansa.

— Descobri que foi sugestão sua me trazer para cá antes da viagem para a Itália — olhei bem nos olhos dela, sentindo os meus ombros relaxarem um pouco. — Obrigada por isso, de verdade.

— E você está ansiosa para ver o Dominic? — ela perguntou, direta.

— Na verdade, eu não sei — confessei, baixando o olhar para as minhas próprias mãos. Comecei a apertar os nós dos meus dedos com força, sentindo a pele esticar. — Tenho pesadelos todas as noites e não consigo dormir direito. Eu sinto saudades, sinto raiva, sinto ódio... Está tudo misturado aqui dentro, virando o meu juízo do avesso.

— Aposto que, quando o Dominic resolver a questão da Itália e vencer o Conclave, ele vai atrás de você — Heloíse afirmou, com uma convicção tão firme que me causou um calafrio. Ela conhecia os monstros daquele meio; afinal, era casada com o Capo Supremo.

Recostei-me na poltrona, absorvendo o peso daquelas palavras em um silêncio abafado. O mistério sobre o meu sangue e as ameaças do meu pai queimavam a minha língua, e eu precisei desabafar antes de enlouquecer.

— Meu pai mudou completamente — continuei, após uma longa pausa, fitando o vazio do quarto. — Nos primeiros dias depois que ele voltou, ele fingia estar super carinhoso. Agora ele vive bravo, furioso o tempo todo. Ele perdeu muito poder na organização e teve que abrir mão de muitas coisas. Ficou completamente endividado depois que teve que devolver os portos e as rotas de escoamento para os Ferraro. Ele entrou em alguns trabalhos muito sujos para tentar recuperar o dinheiro, negócios obscuros que ele não quer me contar de jeito nenhum.

— Ele deve estar com problemas. Não foi culpa sua ter sido sequestrada e nem ter se apaixonado nesse processo, Alessia. Você sabe disso, não sabe?

Assenti com a cabeça, mas o bolo na minha garganta só crescia. As lágrimas, que eu vinha prendendo desde a madrugada na Austrália, finalmente venceram a barreira dos meus olhos e começaram a molhar as minhas bochechas.

— Ele me disse com todas as letras que eu sou a galinha dos ovos de ouro dele, que vou dar para ele tudo o que ele precisa e muito mais — desabei, sentindo o peito arder. — Meu pai decidiu que eu tenho que me casar, Heloíse. Vou ter que me casar com um homem que eu sequer conheço e ir morar definitivamente na Oceania. Ele me fez prometer que eu faria o que ele me pedisse, que não o questionaria e que não o decepcionaria mais.

— Casamento? Oceania? Como assim, Alessia? — ela semivocou os olhos, chocada.

— Eu não sei de nada. Eu só aceitei passar por cima de todos os meus princípios e aceitar ir até a Itália para poder ver o Dominic uma última vez. E para isso tive que aceitar essa imposição do meu pai, porque era a única condição para ele me deixar viajar. É como se eu estivesse me desfazendo inteira para salvar os outros.

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