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Virgem Roubada pelo Mafioso Psicopata :CONTRATO DE SANGUE romance Capítulo 199

POV/ALESSIA

— Não é o Killian — ela respondeu num sussurro, olhando de relance para a porta aberta para garantir que o som não vazaria para o corredor da mansão. Ela entrelaçou os dedos trêmulos, o gogó subindo com dificuldade. — Alessia... Eu estou passando muito mal há semanas. Enjoos constantes, tonturas horríveis, não consigo segurar quase nada no estômago. Eu... Eu acho que estou grávida.

Meus olhos se arregalaram em um choque puro, que durou apenas um segundo antes de se transformar em uma alegria genuína e barulhenta dentro do meu peito. Dei um meio grito de empolgação, cobrindo a minha própria boca imediatamente com as duas mãos para conter o barulho.

— Meu Deus! Um bebê? Heloíse, isso é maravilhoso! Você vai ser mãe! O Killian já sabe? Como ele reagiu?

— Ei, fala baixo, vão ouvir! — ela implorou, colando o indicador na frente dos lábios com um pânico denso. — Ele não sabe. E não pode saber de jeito nenhum.

O tom de desespero dela fez o meu sorriso desaparecer aos poucos.

— O quê? Como assim? Por quê?

— Eu não fiz o teste de farmácia ainda, Alessia. Estou apavorada. O Killian com certeza não quer um filho agora. Ele já está preocupado o bastante só em me manter viva, imagina quando souber que teremos um bebê no meio dessa guerra. Nossa vida é um caos, e eu não quero colocar uma criança no mundo para se tornar o herdeiro de um império de sangue, para ser treinado como um assassino desde o berço. Fora que a Fernanda está no final da gestação dela, e eu sinto que não vou conseguir dar o apoio que ela precisa se eu estiver afundada no meu próprio inferno de paranoias.

Escutei o desabafo dela em silêncio, e a menção ao destino cruel de um herdeiro da máfia me atingiu como um soco direto no estômago. Um vinco profundo de amargura surgiu entre as minhas sobrancelhas e desviei o olhar para o canto do banheiro, digerindo a dureza daquela realidade.

Enquanto a Heloíse chorava temendo a fertilidade do sangue Moretti, a minha mente girou em falso, voltando-se para o meu próprio corpo. Um aperto forte esmagou o meu peito ao pensar no Dominic. Deus, na verdade, no fundo da minha alma, eu queria tanto um filho dele... Seria tão bom ter um dominiquezinho correndo por aí, uma parte nossa viva no mundo.

Mas a ilusão evaporou no segundo seguinte, quando a frase da minha mãe na escada da fazenda ecoou na minha cabeça, sobre os problemas terríveis e as dores que ela enfrentou para conseguir engravidar. Olhei de relance para o reflexo do espelho, pensando na minha própria pele muito branca e nesses meus cabelos prateados tão incomuns.

CAP. 222- Nós duas estávamos sozinhas no meio de monstros, mas pelo menos estávamos juntas ali. 1

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