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Virgem Roubada pelo Mafioso Psicopata :CONTRATO DE SANGUE romance Capítulo 209

POV: ALESSIA LOMBARDI

Jonas hesitou por dois segundos, surpreso com o meu surto, mas a fúria nos meus olhos o fez recuar em direção ao corredor junto com os outros sete guardas que blindavam a entrada. Bati a porta de madeira com violência e passei a trava eletrônica por dentro.

Corri desesperada em direção à janela de vidro da suíte e a empurrei para o lado. Olhei para baixo, sentindo o vento frio da noite siciliana bater no meu rosto pálido. Não era tão alto a ponto de me matar, mas se eu quebrasse a perna não adiantaria nada; eu não conseguiria correr até ele. Tentar pular dali sozinha contra o cimento do beco era um risco estúpido, mas eu precisava tentar.

Eu estava presa, trancada na porra de uma cela de luxo enquanto o homem que eu amo era massacrado a poucos quilômetros de distância. Passei as pernas por cima do parapeito, apoiei as mãos firmemente no mármore e olhei para baixo mais uma vez. Pensei: é agora.

— Você enlouqueceu de vez, Alessia?

A voz masculina ecoou bem atrás de mim. Girei o meu corpo em um sobressalto, o coração saltando na garganta, quase perdendo o equilíbrio no vão da janela. Dei de frente com o meu primo, Kaun, entrando apressado no quarto acompanhado por Jonas. O meu segurança particular tinha usado o cartão de acesso para abrir a porta por fora e deixar o meu primo entrar. Kaun avançou rapidamente e me segurou com firmeza pelos braços, me puxando de volta para o chão seguro da sala.

— Kaun! — exclamei, segurando as mangas da jaqueta dele com as minhas mãos trêmulas. — Você precisa me tirar daqui agora. Você tem que me levar até a La Inferno. Eu tenho que ver o Dominic, ele está perdendo, eles vão matar o meu homem!

Kaun apertou os meus ombros, me prendendo no lugar com uma seriedade rígida.

— Você não vai a lugar nenhum antes de me ouvir, Alessia. Eu vim até este hotel porque preciso conversar com você imediatamente. É um assunto grave, de extrema importância para o nosso futuro.

— Não me importa o que é! — gritei, as lágrimas finalmente vencendo os meus olhos e escorrendo pelo meu rosto pálido. — Ou vocês me levam até aquela boate agora ou eu vou sozinha, nem que eu precise quebrar as duas pernas pulando por essa janela! O que eu tenho para fazer lá também é a coisa mais importante da minha vida. Eu sei que a La Inferno fica perto daqui. Não sei o caminho, nunca andei por essas ruas da Sicília, mas sei que dá para chegar. Eu preciso estar lá, Kaun. Se ele morrer, eu morro junto.

Meu primo fixou os olhos no meu rosto, decifrando o desespero cru e a determinação implacável que ditavam o ritmo do meu corpo. Ele olhou de relance para o Jonas e soltou um suspiro pesado, totalmente derrotado pela minha teimosia.

— Tudo bem. Eu te levo até lá — ele cedeu, a voz baixa. Ele se virou para o meu segurança e semivocou os olhos. — Você garante a segurança dela, Jonas?

— Com a minha vida — Jonas respondeu prontamente, com a voz firme de quem já tinha tomado a sua decisão.

Se os outros guardas do Moretti continuavam no corredor, a porta da frente não era uma opção. Nós teríamos que usar a mesma janela de onde eu planejava saltar.

Antes de nos movermos, vi o Kaun caminhar direto até o closet, puxar as minhas malas e começar a recolher as minhas roupas com uma pressa absurda.

— O que você está fazendo? — perguntei, dando um passo à frente, sentindo um nó de ansiedade apertar o meu peito. — Por que você está pegando as minhas malas?

Kaun fechou o zíper da mochila com um tranco firme e virou o corpo na minha direção, sustentando o meu olhar.

— No segundo em que você ver o Dominic naquela boate, nós vamos sair dali direto para o carro e pegar a estrada. Nós precisamos sumir da Sicília imediatamente, Alessia.

— Por quê? — insisti, sentindo um calafrio terrível correr pela minha espinha. — O meu pai te mandou aqui para me buscar à força?

— No, Alessia. O Leopoldo não sabe de nada disso — Kaun respondeu, a voz saindo em um sussurro tenso enquanto ele tirava um boné escuro da jaqueta e jogava na minha direção. — Quem me mandou aqui para te tirar desse hotel foi a sua mãe.

O chão pareceu sumir sob os meus pés. Minha mente virou um borrão completo de confusão. Minha mãe? A mulher que eu deixei afundada em uma depressão na fazenda tinha planejado a minha fuga pelas costas do meu pai?

Antes que eu pudesse abrir a boca para despejar a enxurrada de perguntas que travavam a minha garganta, o meu primo segurou o meu braço com força, me puxando de volta em direção à janela aberta.

— Coloque esse boné na cabeça agora — ele ordenou, o tom urgente. — Esse seu cabelo prateado chama atenção demais no escuro, e nós precisamos passar despercebidos pela escolta do porto. Estou te levando até a La Inferno porque essa pode ser a sua última chance de liberdade real neste mundo. Aproveite cada segundo ao lado do Ferraro, porque o tempo está correndo.

O Kaun e o Jonas se moveram com agilidade. Eles pegaram as minhas mochilas, colocaram tudo o que era meu ali dentro e o meu primo jogou a bagagem direto na grama do jardim do hotel, no andar de baixo. O Jonas passou pela janela primeiro, usando o próprio corpo para descer até o solo com facilidade. Depois, foi a minha vez. O Kaun segurou as minhas mãos com firmeza do segundo andar, deixando o meu corpo se pendurar no vão do ar. Lá embaixo, o Jonas se posicionou no chão firme, esticou os braços e me pegou pelas pernas e pela cintura, amortecendo totalmente o impacto sem me deixar cair no cimento. Um segundo depois, o Kaun saltou ao nosso lado e recolheu as bolsas do gramado. Arrumei o boné escuro na cabeça, escondendo cada fio prateado, e nós saímos correndo pela escuridão.

Minhas pernas se moviam por um único instinto: eu precisava buscar o meu homem. Enquanto corríamos pelos becos, um monólogo desesperado martelava na minha mente. Eu tinha que chegar a tempo, tinha que salvá-lo porque eu simplesmente precisava do Dominic vivo para conseguir respirar neste mundo. O painel tinha mostrado que a Batalha dos Campeões na La Inferno seria decidida em três rounds brutais, e ele já tinha entrou no primeiro apanhando feio dos rivais. Eu precisava correr. Repetia para mim mesma que a La Inferno não era longe, ficava perto dali e nós conseguiríamos chegar antes que o pior acontecesse.

O Jonas avistou um táxi na avenida e fez o sinal. Entramos correndo no banco de trás e o motorista pisou no acelerador. Dentro do espaço confinado do carro, a minha ansiedade atingiu o ápice. O suor frio escorria pelo meu pescoço, o meu coração batia tão forte que parecia que ia rasgar o peito e a falta de ar me sufocava. Eu tremia sem parar. Vendo o meu desespero, o Jonas esticou o braço e colocou a mão por cima da minha, apertando de leve.

— Vai ficar tudo bem, Alessia — ele disse, tentando me acalmar.

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