POV/ DOM
Apressei e me despedi de Yuri com um aperto de mão firme. Avisei ao esquadrão de Killian que poderiam seguir na frente; eu iria no carro de suporte que passaria no hotel e nos encontraríamos no ponto de apoio quando o último container chegasse em três dias. Aproximei-me do veículo e abri o porta-malas com um solavanco.
— Vai pegar uma carona, princesa? — debochei. — Ou decidiu que o porta-malas de um psicopata é mais confortável que a sua cama com lençol de seda?
Lá estava ela, encolhida entre caixas de munição e equipamentos.
— Eu vou para a Itália — ela disparou, tentando manter na mesma posição — Eu sei que você vai voltar para lá. Me leva junto.
Soltei uma risada seca, genuinamente divertido com a audácia.
— Você quer causar uma guerra mundial entre a Rússia e a Itália, garota? Se o seu pai descobre que você fugiu no meu carro, ele corta o meu pescoço antes de eu chegar ao aeroporto.
— Eu não me importo! — ela sibilou. — Não vou deixar meu pai me usar como moeda de troca. Eu não sou um objeto dele!
— Sai, garota — ordenei, segurando-a pelo braço.
— Eu faço qualquer coisa! Posso ser bem útil! — ela insistiu, me encarando.
Encarei-a por alguns segundos, vendo seus olhos azuis brilharem com determinação.
— Saia do carro, Elizabeth — ordenei novamente, perdendo a paciência. — Eu não tenho interesse em você. Já tenho a minha própria prisioneira para me dar dor de cabeça.
Ela se recusou a mover um centímetro. Sem paciência para dramas reais, agarrei-a pelo braço com força bruta e a puxei para fora de vez.
— Você não sabe tratar uma dama? — ela gritou, limpando o casaco caro com fúria.
— Não. Eu não sei como tratar uma dama — respondi, aproximando meu rosto do dela, deixando minha aura letal inibi-la. — Mas eu sei perfeitamente como castigar uma, se você estiver interessada.

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