( Um capitulo maior um pouco... Desfrutem) ESTÃO GOSTANDO????
POV/ DOMINIC
Quando Lorenzo chegou com o comboio de reforços, eu era a imagem da destruição: roupas ensopadas, rasgadas e cobertas de lama e sangue. Mas eu não estava pronto para descansar. A fazenda estava cercada; mandei dobrar a guarda e espalhar soldados da Fratellanza por cada centímetro do terreno. Se Leopoldo estava na cidade e tinha tentado me apagar na estrada, ele poderia tentar invadir aqui. Eu não deixaria que tocassem na minha mercadoria enquanto eu não estivesse presente.
Subi as escadas deixando um rastro de sangue e exaustão pelo tapete caro. A adrenalina ainda queimava, tão quente quanto o chumbo que descarreguei nos homens que me cercaram na ponte. Leopoldo era um verme que quase me fez encontrar o fundo de um rio, e eu ia cobrar os juros daquela linhagem maldita agora mesmo.
Lorenzo tentou me parar no corredor, com aquela voz carregada de uma cautela que eu não possuía no momento.
— Dom, vá para o seu quarto. Você precisa descansar, Cassian está...
— Saia da frente, Lorenzo — rosnei, limpando um respingo de sangue seco do rosto com as costas da mão. — Eu quase morri hoje. Vou cobrar os juros agora.
Meu plano era simples, cirúrgico e cruel: entrar naquele quarto, jogá-la na cama e marcar o lençol com a prova de que ela não pertencia mais ao pai, nem ao noivo de merda dela. Eu ia enviar aquele tecido manchado de virgem para o Leopoldo e exigir cada rota comercial em trinta dias. Eu queria me livrar da perturbação que Alessia causava no meu juízo. Eu queria quebrá-la para finalmente ter paz.
Abri a porta do quarto dela com um solavanco, pronto para o embate, pronto para os gritos, para a luta que me daria o pretexto de ser ainda mais brutal.
Alessia estava sentada na janela, emoldurada pelo entardecer, como se o tempo não tivesse passado nas últimas duas semanas. O ferimento no pescoço estava fechado, uma cicatriz delicada que agora fazia parte da sua beleza prateada. Eu esperava que ela corresse, que chorasse ou que tentasse me atacar ou pelo menos falasse alguma coisa após duas semanas sem me ver.
Em vez disso, ela ficou em silêncio.
Ela apenas me seguiu com aqueles olhos esmeralda, observando meu estado deplorável o braço baleado, a lama, o cheiro de morte com uma neutralidade que me atingiu como um soco. A falta de reação dela transformou meu jogo em algo sem graça, quase vazio. Como se pode destruir alguém que já parece estar em outro mundo?
A fúria de bufa que eu trazia se transformou em uma irritação fria. Eu estava um lixo, marcado pela guerra, e o cheiro dela aquele maldito perfume que ela exalava jasmim noturno e um toque metálico de chá branco. Era um perfume aristocrático, distante e frio, exatamente como o olhar que ela me lançava daquela janela."
— Vou usar o seu banheiro — anunciei, a voz rouca, mudando meu plano no meio do caminho. — Lá embaixo está um inferno e eu quero paz.
Eu precisava tirar o sangue de outros homens de cima de mim antes de derramar o dela. Entrei no banheiro dela sob seu olhar silencioso, sentindo que, de alguma forma, naquela noite, a prisioneira não era ela. Era eu.
O espelho do banheiro me devolveu a imagem de um demônio. O ombro esquerdo estava um desastre, a carne aberta pelo beijo de uma bala que quase me mandou para o fundo do Grande Rio. Encontrei o kit de primeiros socorros — o mesmo que Lorenzo usava para cuidar dela — e não perdi tempo com delicadezas. Lavei o ferimento com antisséptico, sentindo a queimação purificadora, e eu mesmo costurei a pele com agulha e linha de sutura, sem anestesia. A dor era um lembrete de que eu ainda estava vivo e que Leopoldo pagaria por cada centímetro de pele rasgada.
A água do banho desceu vermelha pelo ralo, levando a lama da estrada e a sujeira de Moscou. Saí do boxe totalmente nu; não havia levado roupas limpas e nem me dei ao trabalho de procurar uma toalha. Deixei que a água escorresse pelo meu corpo malhado, o Tridente de Ferro nas minhas costas ainda latejando pela tensão.
Caminhei na direção dela sem pressa. Dominic Ferraro nunca se escondia. Usei minha nudez como a primeira arma de intimidação, vendo-a encolhida na janela, emoldurada pelo luar. O contraste era absurdo: eu, uma muralha de 1,90 m marcada por cicatrizes e o sangue recém-estancado no ombro; ela, uma visão de 1,67 m exalando aquele maldito perfume de jasmim noturno e chá branco. Um cheiro aristocrático e frio que parecia zombar da morte que eu trazia comigo.
— O que você está olhando? — ela perguntou, a voz instável.
— Você beija bem, Alessia? — disparei, a voz vibrando de ódio e uma expectativa que eu não queria admitir.
— Não é da sua conta, Ferraro.
Ignorei a resposta. Avancei até que ela estivesse presa entre o meu corpo e a parede de pedra fria. Colidi com minha boca contra a dela em uma invasão brutal, sem qualquer traço de ternura. Eu esperava medo, mas recebi o embate de uma língua selvagem que mordeu meu lábio com força. Deixei o gosto metálico do sangue alimentar minha fúria. Puxei-a pela cintura com uma brutalidade que não deixava espaço para o oxigênio, sentindo o membro rígido roçar a barriga dela.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Virgem Roubada pelo Mafioso Psicopata :CONTRATO DE SANGUE