POV/ ALESSIA
Eu sentia a boca dele, quente e possessiva, contra a minha orelha, descendo pela extensão do meu pescoço com beijos úmidos e famintos que me faziam arquear as costas contra o lençol. Meu corpo inteiro estava arrepiado, uma descarga elétrica que não me deixava fugir. Ele virava meu pescoço com uma força controlada, forçando-me a encarar a imensidão do seu desejo enquanto chupava o canto da minha boca, fundindo nosso fôlego em um ritmo errático.
Em um surto de audácia onírica, minhas mãos subiram para o peito dele. Eu não o empurrei; eu o puxei. Meus dedos se enterraram na camisa dele e, com uma força que eu não sabia que possuía, rasguei o tecido, ouvindo o estalo dos botões voando pelo quarto. Eu precisava tocá-lo. Inverti nossas posições, sentando-me sobre o quadril dele, sentindo a rigidez por baixo do jeans dele contra a minha intimidade. Comecei a me roçar freneticamente, o atrito da minha calcinha fina contra o volume dele criando uma centelha que ameaçava me incendiar. Eu era a agressora agora, massageando meu clitóris contra o calor dele, sentindo minha própria umidade encharcar a seda enquanto eu gemia o nome dele como se fosse uma prece profana.
Dominic rosnou, as mãos subindo para as minhas costelas, apertando-as até quase me tirar o fôlego. Ele me virou de volta para o lençol com um tranco, retomando o domínio. Suas mãos calejadas subiram pelos meus seios, apertando-os com uma autoridade que me roubava o ar. Ele desceu os beijos para o meu ombro, mordendo a carne macia enquanto seus dedos deslizavam pela minha coxa, subindo com uma lentidão torturante até alcançarem a borda da minha calcinha. Quando ele mergulhou os dedos dentro de mim, o calor foi insuportável, uma explosão que me fez gritar.
Acordei em um sobressalto. O oxigênio estava rarefeito, o que me fazia respirar desesperadamente rápido em busca de um ar que parecia ter acabado no quarto.
— Que porra está acontecendo? — murmurei, levando as mãos trêmulas ao rosto.
Meu coração ainda martelava com a mesma intensidade do delírio. Meu corpo estava em choque, a pele ainda formigando onde as mãos dele tinham estado. E, para o meu horror absoluto, senti uma umidade densa, quente e denunciante entre minhas coxas. Eu tinha gozado em um sonho com o meu captor.
Nem fodendo que eu estava tendo um sonho erótico com aquele monstro. Eu me sentia profanada pela minha própria traição biológica. Dominic Ferraro não estava ali fisicamente, mas ele tinha conseguido o que nem as grades daquela mansão garantiam: ele tinha invadido a única fortaleza que eu ainda acreditava ser minha. Aquela ferocidade, aquela força bruta... talvez fosse apenas o trauma se manifestando da forma mais doentia possível. Ou eu estava ficando louca.
Olhei para a escrivaninha ao lado da cama. Dominic tinha sido, mais uma vez, meticuloso. Ali, dobrados com uma precisão irritante, estavam uma calça legging preta, um top, uma regata e um par de tênis que seriam do meu tamanho exato. "Amanhã o treino começa cedo", a voz dele ecoou na minha mente como uma sentença.

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