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Virgem Roubada pelo Mafioso Psicopata :CONTRATO DE SANGUE romance Capítulo 33

POV: ALESSIA LOMBARDI

O estalo seco da tranca me fez saltar da cama em um reflexo puramente instintivo. Após a minha tentativa de fuga desastrosa no dia anterior, eu esperava qualquer coisa, menos cortesia ou uma visita. Mas o som dos passos que se aproximavam não tinha o peso autoritário das botas de Dominic, nem o ar trazia aquele rastro inebriante de sândalo e notas amadeiradas que pareciam marcar o território dele antes mesmo de ele se aproximar.

O homem que surgiu na soleira era um estranho. Alto, de pele clara e uma barba por fazer que lhe dava um ar negligente, mas perigoso. Seus olhos escuros varreram o quarto com a eficiência de um scanner. Ele usava um uniforme preto impecável e, no peito, o bordado exibia o mesmo símbolo que eu vi tatuado nas costas de Dominic: um tridente envolto por uma corrente grossa. A marca da Fratellanza de Ferro.

— Oie — respondi, deslizando para fora da cama e assumindo uma posição de defesa, os braços erguidos.

Era uma reação ridícula, eu sabia. Ele carregava uma arma pendurada pela bandoleira atravessada no peito que me transformaria em uma peneira antes que eu pudesse sequer pensar em correr.

— O que faz aqui? Quem é você? E onde está o meu carcereiro-chefe?

— O Capo ordenou que eu a levasse para caminhar, senhorita — o homem respondeu com uma rigidez militar. — Pode me chamar de Canário. Sou um dos guardas da Fratellanza. Dom Ferraro está ocupado resolvendo questões importante. Ele me instruiu a acompanhá-la.

Saí do quarto com uma cautela que beirava a paranoia. Meus olhos buscavam as "gárgulas" armadas que costumavam infestar os corredores, o chiado constante dos rádios comunicadores e, principalmente, o olhar de julgamento de Lorenzo. Mas, conforme descíamos a escadaria de mármore, o vazio da mansão me atingiu como um soco no estômago.

— Onde está todo mundo? — minha voz ecoou pelo saguão, vibrando alto demais naquele vazio.

— O Capo ordenou que todos os funcionários e a guarda interna se retirassem da propriedade hoje — Canário respondeu, mantendo-se exatamente dois passos atrás de mim, como uma sombra obediente.

Parei abruptamente no meio da sala, encarando os sofás de couro vastos e as janelas colossais que emolduravam um jardim estático.

— Por que ele faria isso? — Um riso seco e nervoso escapou da minha garganta. — O grande Dominic Ferraro decidiu que eu não sou mais perigosa ou ele está apenas me testando?

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