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Virgem Roubada pelo Mafioso Psicopata :CONTRATO DE SANGUE romance Capítulo 39

POV: ALESSIA LOMBARDI

O espelho me devolvia a imagem de uma estranha. A mulher enviada para cuidar do meu cabelo era uma artista; ela finalmente corrigira o corte irregular que as mãos brutas de Dominic haviam feito dias antes. Meus fios prateados, que batiam no meio das costas, estavam impecáveis. Ela tecera uma trança embutida delicada na frente, coroando minha cabeça como uma princesa guerreira, enquanto o restante caía liso com as pontas levemente cacheadas, flutuando ao redor do meu corpo como seda lunar.

Eu parecia uma visão de outro mundo. O vestido prateado, esculpido em cada curva larga minha, brilhava sob a luz, e a ausência do espartilho sufocante me deixava satisfeita, porque não precisa me apertar para caber em algo, como minha mãe dizias, seus seios são grandes, cintura larga, está mais para rechonchuda do que para uma princesa, e agora estava ali linda e livre, ou o mais perto disso que uma prisioneira poderia chegar.

Mas o metal frio no meu pescoço me trazia de volta à terra. A coleira de prata, com o nome DOMINIC gravado onde deveria estar o de um dono, era um lembrete cruel de que eu era propriedade. “Você vai usar cada grama dessa prata, Alessia”, a voz dele ecoou na minha mente, um sussurro que agora parecia fundido ao meu próprio reflexo.

Uma batida leve na porta interrompeu meus pensamentos. Cassian entrou. Ele usava um terno preto sob medida que lhe dava um ar de pequeno cavalheiro, mas os cabelos rebeldes que claramente não passaram pelas mãos da minha cabeleireira e o olhar vibrante entregavam a rebeldia e a inocência que aquela casa ainda não conseguira esmagar.

— Você está incrível, Alessia — ele disse, com um sorriso genuíno. — Parece que saiu de um livro de princesas.

— Obrigada, Cassian. Você também está muito elegante — respondi, aproximando-me. — Mas... você vai mesmo? Lá estará cheio de pessoas perigosas. Não sei se é lugar para você.

Cassian soltou uma risadinha confiante, ajeitando a lapela com um orgulho infantil.

— Você esqueceu que meus irmãos são o que são? Nada acontece quando o Dom e o Lorenzo estão por perto. Eles cuidam da gente.

Da gente. Aquela pequena palavra atingiu meu peito com força. Por um segundo, a imagem do meu pai e da minha mãe surgiu; uma mistura de medo e um desejo desesperado de ver um rosto familiar. Eu não queria aquele casamento, mas a esperança de notícias da minha família me fazia dar o próximo passo.

Saímos do quarto e, quando chegamos ao topo da grande escadaria, o ar pareceu sumir dos meus pulmões.

Lá embaixo, Dominic esperava. Ele vestia um terno azul-marinho uma cor que eu nunca o vira usar e o impacto era devastador. Com seus mais de 1,90m, ele dominava o hall, parecendo um deus moderno esculpido em mármore e perigo. Dominic podia ser o diabo, mas era enigmático e irremediavelmente lindo.

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