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Virgem Roubada pelo Mafioso Psicopata :CONTRATO DE SANGUE romance Capítulo 44

POV/ Alessia

— Eu pedi para você ficar na minha vista, Alessia — Dominic sibilou atrás de mim. A voz dele vibrou tão baixo e grave que arrepiei.

Precisei engolir em seco, antes de me virar para ele e retrucar.

— E eu estou no meio do salão, Dominic. Você tem olhos, não tem? — Tentei manter a voz firme, mas o terno azul-marinho dele ocupava todo o meu campo de visão, me fazendo sentir minúscula.

Dominic nem olhava para Marcellos. Seus olhos estavam cravados nos meus. Empurrei Marcellos levemente pelo ombro, tentando criar um espaço entre os dois.

— Não me olhe assim, principessa — Dominic provocou, um sorriso cruel brincando nos lábios. — Parece que vai me morder. Mas guarde isso para mais tarde... nós dois sabemos o quanto você gosta de morder.

Marcellos arqueou as sobrancelhas, a confusão dando lugar a uma indignação silenciosa.

— Do que você está falando, Ferraro?

— Ah, você não sabia? — Dominic finalmente desviou o olhar para ele, o deboche pingando de cada palavra. — Ela morde, Marcellos. Como ela morde... e como ela arranha, e grita, e geme também. Ela é brava, não é? Mas você não teria como saber disso, teria? — ele deu passo ficando frente a frente dele — Afinal, você só vê a sua noiva em eventos oficiais e no dia do casamento. E eu atrapalhei o seu para sempre.

— Já chega, Dominic! — eu interrompi, sentindo meu rosto arder de vergonha e raiva.

Dominic não esperou minha permissão. Ele avançou, sua mão fechando-se no meu braço com uma força possessiva, e me puxou para junto do seu corpo de uma vez. O impacto contra o peito dele me deixou sem fôlego.

— Agora, se puder me dar licença, Cantaloupe — ele disse, a voz gélida. — Ela continua sendo minha até o momento em que eu decidir devolvê-la.

Ele começou a me arrastar, mas eu não podia deixar Marcellos ali, daquele jeito, parecendo um idiota na frente de todos. Usei toda a minha força para me desviar do aperto de Dominic por um segundo. Voltei-me para Marcellos e, em um movimento rápido de provocação e despedida, dei um selinho nele.

— Está tudo bem, Marcellos. A gente se vê — murmurei.

Passei direto por Dominic, sem olhar para trás, sentindo o ardor dos olhos dele queimando minhas costas. Eu não sabia se eles continuavam se encarando ou se iam sacar as armas, mas eu não parei.

Caminhei em direção ao bar com o coração tão acelerado que parecia que ia saltar pela boca. Meus pelos estavam todos eriçados e precisei de um esforço sobre-humano para que minhas pernas não fraquejassem e eu caísse no chão. Por um momento, achei que Dominic ia gritar para todo o salão que já tínhamos nos beijado de verdade na mansão.

Cheguei ao balcão, meus dedos tremendo enquanto eu batia na madeira.

— Outra bebida. Agora — pedi ao bartender, precisando de qualquer coisa que queimasse o gosto daquela confusão da minha garganta.

— Você está bebendo demais, Alessia — a voz de Dominic ressoou baixa, logo atrás de mim.

— E você não está aproveitando, porque não tira os olhos de mim — retruquei — Eu não vou fugir, tá?

Dominic soltou um riso curto, sombrio.

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