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Virgem Roubada pelo Mafioso Psicopata :CONTRATO DE SANGUE romance Capítulo 64

POV: DOMINIC FERRARO

O jato pousou na Sicília sob um céu escuro. Durante todo o trajeto, as palavras do Lorenzo e a voz do Cassian ficaram colidindo na minha cabeça. Ela salvou a vida dele. Mas eu preciso devolve-la.

Aquilo não fazia sentido no meu mundo de equações lógicas. Alessia era uma moeda de troca, uma Lombardi que deveria me odiar tanto quanto eu odiava o sangue dela.

Cheguei na mansão e o silêncio era absoluto. Fui direto para o meu quarto. Joguei o paletó manchado de sangue alheio no chão e entrei no banho. Deixei a água gelada castigar meus ombros, tentando lavar o cheiro de pólvora e a sensação de que eu estava perdendo as rédeas do meu próprio império mental. Meus nós dos dedos, cortados pelos socos na parede da Toscana, ardiam sob a água. Eu precisava de foco. Precisava de distância.

Mas o magnetismo dela era uma merda.

Saí do banho, vesti apenas uma calça de moletom preta e caminhei até o quarto dela. Eu queria apenas conferir se ela estava lá, trancada, sob meu domínio e talvez, só talvez me certificar que ela estivesse bem.

Mas quando entrei ela estava lá, com aquele cabelo prateado e aquele olhar que nunca baixava para ninguém. encostada na Janela, parecia tão linda e tão serena.

Quase como uma mistura de um anjo e um demônio.

Ela começou a discutir jogar as coisas na minha cara, falar um monte de merdas que eram verdade e eu expliquei todo o plano para ela. E ela ficou furiosa quis me agredir. Eu a segurei não tenho problemas em bater em mulheres. Mas quando ela gemeu de dor ela despertou em mim algo que a muito tempo eu não sentia preocupação.

Eu tentei ser o Capo. Tentei ser o monstro que a mantém presa. Tentei manter distância.

Mas Alessia não recuou. Em vez disso, ela fez o impensável. Ela me beijou.

O choque paralisou meus músculos como se eu tivesse sido atingido por um raio. Meus olhos ficaram estáticos enquanto ela invadia minha boca, as mãos dela se enterrando na minha nuca, forçando o contato com uma urgência que me deixou sem ar.

E por um segundo, ela teve o domínio .

Eu resisti, o máximo que pude, mas meus lábios cederam por um breve instante, devolvendo a pressão antes que eu recuperasse a maldita razão.

— Viu só? Você está perdendo o controle, Dominic — ela disse, e o deboche na voz dela me fez querer quebrar algo. — É ridículo ver o grande Capo tremendo porque uma prisioneira o tocou.

— Durma, Alessia — sibilei, a voz trêmula de ódio contido. — Antes que eu decida te mostrar o que é um beijo de verdade, ao contrário daquele que seu noivo te deu.

Saí do quarto batendo a porta com uma violência que fez os quadros nas paredes tremerem. Caminhei pelo corredor, o sangue pulsando nas têmporas. Eu estava excitado, furioso e confuso. Ela era louca, era perigosa, e era a mulher mais gostosa que eu já tinha tido o azar de tocar.

Porra!

Comecei a descer as escadas e foi meu ponto de ruptura. Voltei correndo pelo corredor e entrei no quarto novamente.

Não disse nada. Não tinha o que dizer. Atravessei o quarto com passadas predatórias. Ela não hesitou, e eu também não. Selei nossas bocas em um beijo que não tinha nada de gentil. Eu era enorme sobre ela, meus 1,90m curvados, dominando cada centímetro do seu espaço. O gosto do meu sangue pela mordida que ela no meu lábio inferior, se misturou ao sabor amargo do whisky que eu ainda sentia na alma. Minhas mãos subiram pela nuca dela, enroscando-se no cabelo prateado. Eu a apertei com tanta força que um gemido escapou da garganta.

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