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Virgem Roubada pelo Mafioso Psicopata :CONTRATO DE SANGUE romance Capítulo 67

POV/ ALESSIA

O Canário estacionou em frente ao L'Inferno. Ele disse que precisava resolver umas pendências em outro departamento e que me entregaria diretamente ao Dom. Eu não discuti. Minha cabeça latejava, provavelmente do excesso de açúcar e daquela sensação de abstinência que o beijo dele deixou.

Assim que cruzei a porta, a atmosfera me atingiu como um tapa. Luzes de neon estourando em tons de rosa e azul, estofados de couro vermelho que pareciam carne exposta e um cheiro de perfume feminino tão doce e forte que embrulhou meu estômago. Na entrada, perto dos banheiros, havia várias mulheres bonitas, com roupas sensuais e batom vermelho. Eu estava ali, com meu vestido branco florido curto, o cabelo em um coque desleixado e uma barra de chocolate na mão. Uma visão ridícula, eu sabia.

Meus olhos percorreram o mezanino e o encontrei. Dominic estava jogado em uma poltrona, a personificação do descaso. Tinha uma mulher sentada no colo dele e outra ao lado, servindo bebida e rindo de algo que ele disse.

O ódio borbulhou, quente e denso. Senti um nó na garganta e um aperto no peito que eu não sabia explicar, mas que me dava vontade de quebrar algo. Desgraçado. Ele mexe com a minha cabeça, me beija até eu esquecer meu próprio nome e, tempo depois, está cercado de mulheres como se nada tivesse acontecido. Me senti uma idiota por ter tido qualquer pensamento "suave" sobre ele no carro.

Caminhei até ele e parei na frente da poltrona, cruzando os braços. Dominic afastou o braço que rodeava a mulher ao lado, se virou e me encarou com aquela heterocromia perturbadora.

— Olá — ele disse, com a voz rouca. Seus olhos percorreram todo o meu corpo vagarosamente até voltar para o meu rosto. Senti um calor percorrer todo o meu corpo e irradiar no meio das minhas pernas. Droga. Meu coração acelerou tanto que eu achei que ele veria o tecido do vestido mexer.

— Oi — respondi seca, olhando para as mulheres e depois para ele. Tentei disfarçar a pele arrepiada e a queimação que subia pelo meu pescoço.

Dominic deu um tapinha na coxa da mulher em seu colo, sinalizando para que ela se levantasse.

— Obrigado pela companhia, senhoritas.

A mulher se levantou devagar, mas passou o dedo pelo peito dele. Senti uma pontada no coração, uma fisgada de raiva pura que me fez fechar os punhos. Ela me olhou de cima a baixo com um sorriso de escárnio.

— Ela poderia se juntar a nós, é até bonitinha, Dominic — a mulher sugeriu com malícia. — Se você quiser, podemos chamar um companheiro para ajudar a entretê-la também.

Dominic soltou uma risada baixa, mas não era alegre.

— Eu não preciso de ajuda — ele disse, fixando os olhos em mim. — E, acima de tudo, eu não deixaria ninguém se divertir com ela. Ela é exclusividade minha.

Minhas bochechas arderam. Não era um elogio, era marcação de território, mas meu corpo reagiu do mesmo jeito. Virei as costas e saí pisando alto, o som dos meus saltos ecoando no chão de madeira. Fui direto para o balcão. Atrás dele, vi a morena de cachos, Luara, e a ruiva que reconheci na hora: Siena.

— Eu te conheço — ela disse, limpando um copo. — Então você sobreviveu?

— Sobrevivi. Quase que não, mas sim — respondi, jogando o resto do chocolate no balcão.

Siena reclamou que trabalhava muito e ganhava pouco, que precisava de dinheiro para deixar o país por problemas pessoais, mas mudou de assunto rápido. Ela confessou que soube do meu sequestro, mas que eu não parecia uma vítima comum. Eu dei de ombros; nem eu entendia o que eu era ali.

— Quer um shot?

Olhei para o chocolate e para o meu estado emocional. Meu equilíbrio estava por um fio.

— Sim.

Virei o líquido ardente. O álcool encontrou o rastro do leite condensado. Pensei que aquilo não ia acabar bem. Olhei para a poltrona e a mulher ainda estava lá, em pé agora, fazendo massagem nos ombros dele. O nó na minha garganta apertou tanto que ficou difícil engolir o segundo shot de grappa.

— E aliás, para que tanto chocolate, Princesa? — Siena perguntou.

— Problemas femininos. Meus hormônios estão em pé de guerra e eu preciso descarregar isso antes que eu mate o dono desse lugar.

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