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Virgem Roubada pelo Mafioso Psicopata :CONTRATO DE SANGUE romance Capítulo 70

POV: DOMINIC FERRARO

(Manhã 13 de setembro – Pós-casamento dos Moretti que foi dia 12)

Alessia estava montada em mim. O cabelo prateado batia nos meus ombros como chicotes de seda, enquanto a boca dela trabalhava no meu pescoço. Eu sentia os bicos dos seios dela, rígidos e quentes, raspando contra o meu peito a cada movimento. Era uma fricção que me tirava qualquer rastro de lógica.

A língua dela traçou o relevo da minha cicatriz até a orelha. As mãos desceram pelo meu abdômen, lentas, até se fecharem em torno do meu pau. Soltei um rosnado que pareceu vibrar nos ossos. Ela se inclinou para frente, esfregando a buceta molhada contra mim antes de se posicionar. Quando ela desceu, o aperto foi absurdo. Quente, úmido, me engolindo por inteiro. Alessia começou a cavalgar com uma urgência que me fez enterrar as mãos naquelas coxas grossas. Eu queria esmagar a carne dela, ir mais fundo, marcar cada centímetro daquela pele.

O cheiro dela — jasmim e chá branco — invadiu meu nariz e me deu um soco no estômago. Puxei a bunda dela para baixo, forçando o encaixe, sentindo o clitóris dela pulsar contra mim. O prazer era tão agudo que cortava como uma lâmina. Ela se curvou, colando os lábios nos meus, e gemeu meu nome com uma entrega que eu nunca permitiria na vida real.

— Dom... por favor, Dom... — o sussurro dela era rouco, carregado de uma luxúria que me destruía.

Acordei com um solavanco. Meus olhos se abriram no escuro e o coração batia contra as costelas como um animal querendo escapar do peito. A respiração ardia na garganta. O eco do meu nome, dito pela voz dela, ainda parecia flutuar no ar do quarto.

— Porra... — a palavra saiu como um rosnado de nojo.

Joguei o lençol para o lado com violência e encarei o estrago. Minha cueca estava empapada, pesada. Eu tinha gozado dormindo. Como a porra de um adolescente imbecil e patético. Tinha perdido o controle do meu próprio corpo em um delírio com a filha do homem que estuprou minha mãe e matou meu pai.

Fiquei sentado na beira da cama, os punhos cerrados até as juntas ficarem brancas. O ódio por Leopoldo Lombardi era a única coisa que deveria me manter de pé, mas agora, o cheiro dela parecia impregnado nos lençóis, nas minhas mãos, na minha mente. Eu precisava limpar aquele rastro. Precisava de distância. Aquela mulher não era um prazer; era um câncer, e eu estava deixando que ela se espalhasse.

Olhei para o relógio na cabeceira: 11h00 da manhã.

Demorei a apagar na madrugada, assombrado pelo gosto da boca dela e pela forma como ela tinha avançado contra mim no casamento. Tomei três duchas geladas antes de deitar, mas o gelo não foi suficiente para apagar o incêndio que aquela garota começou. E, como não foi suficiente, a porra do meu subconsciente projetou aquele delírio para terminar o serviço. Caralho, eu estava fodido.

Levantei sentindo o corpo tenso e o humor pior do que o de um demônio ferido. Caminhei até o banheiro e encarei meu reflexo no espelho com desprezo. Meus olhos heterocrômicos pareciam mais distantes e letais do que nunca.

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