⚠️ AVISO DE GATILHO (TW): Este capítulo contém descrições e pensamentos explícitos sobre violência sexual, tráfico humano e agressividade extrema. O conteúdo reflete a realidade sombria do submundo da máfia e a mente instável do protagonista. Prossiga com cautela.
POV: DOMINIC FERRARO
Acordei cedo, no horário de sempre. O corpo ainda carregava a tensão da visita noturna ao quarto dela, mas minha mente já estava no modo de guerra. Mandei uma mensagem para Lorenzo avisando que estava tudo certo por aqui. Ele respondeu rápido, dizendo que precisava me ligar mais tarde; o tom dele na mensagem me deixou em alerta. Tinha algo errado.
Levei Cassian para a escola. No caminho, ele estava quieto, mas parecia bem. Conversei com o professor, peguei o boletim dele e senti um raro momento de satisfação ao ver as notas altas. Pelo menos um de nós teria um futuro que não envolvesse cheiro de pólvora e sangue.
Depois, a manhã seguiu o curso violento de sempre. Tive que resolver um "problema" com outros três sujeitos que acharam que podiam desviar parte da minha mercadoria. Fui até o galpão onde eles estavam amarrados. Não houve discurso, não houve perguntas. Eu já sabia o que tinham feito. Saquei a arma e descarreguei um tiro na cabeça de cada um. O som dos disparos e o cheiro de ferro do sangue espalhado pelo chão eram as únicas coisas que costumavam me trazer paz, mas hoje... hoje parecia insuficiente.
Quando estava a caminho da boate, Lorenzo me ligou. A voz dele veio carregada, pesada.
Quando eu estava a caminho da boate, Lorenzo me ligou. A voz dele veio carregada, com aquele tom de gravidade que ele só usa quando o chão está prestes a abrir.
— Dominic, estávamos investigando o que Damon falou sobre a lista de alvos daquela organização. E... tem algo que eu preciso te contar pessoalmente. Não sei nem como falar isso por telefone. Estou voltando e, quando eu chegar, a gente conversa. Como seu irmão, te peço: não beba, tente dormir e, por favor, não faça nenhuma bobagem, preciso de você sã quando chegar amanhã.
— Como é que é? — rosnei, sentindo o sangue latejar nas têmporas. — Você me liga para dizer que tem problema gigante vindo na nossa direção e me manda dormir? Desembucha, Lorenzo! Fala logo essa porra.
— É sobre a Alessia — ele hesitou. O gelo tomou conta das minhas veias no mesmo instante, uma sensação cortante que paralisou meus pulmões.
— Ela está em perigo? — Minha voz saiu ríspida, um comando quebrado pelo nervosismo que eu não consegui camuflar.
— Sim. Muito. Ela corre um enorme perigo, Dominic. O nome dela está na lista de beleza rara e o valor por ela é 3bilhões de reais. Não sei como vai lidar com essa informação, mas não destrua a nossa casa. Volto amanhã. Até lá... se comporte.
Ele desligou.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Virgem Roubada pelo Mafioso Psicopata :CONTRATO DE SANGUE