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Virgem Roubada pelo Mafioso Psicopata :CONTRATO DE SANGUE romance Capítulo 74

POV: DOMINIC FERRARO

Canário se aproximou. A cara dele era de quem carregava uma sentença de morte. Ele me entregou o tablet sem dizer uma palavra.

Assisti ao vídeo. O segurança jogando-a no chão. O vestido subindo. A calcinha rosa. As pernas dela expostas para o mundo inteiro naquela farmácia imunda.

O ódio subiu como ácido. Eu vou destruir aquele lugar. Vou caçar cada verme que viu a porra da calcinha da minha mulher.

Porra, caralho... por que eu estava pensando "minha mulher"? Ela não era minha mulher, era minha prisioneira. Entrei em pane. Merda de garota infernal! Lembrei de uma vez que um colega me disse que quando você começa a xingar muito uma garota, é porque está perdidamente apaixonado por ela.

Porra. Caralho. Merda. Amontoei todos os palavrões possíveis na minha mente. Talvez fosse exatamente isso. Apaixonado por aquela garota que eu jurei matar e estraçalhar.

— Você está bem? — perguntei. Minha voz saiu como um rosnado, mas meus dedos foram traidores, inclinando o queixo dela para verificar cada centímetro do seu rosto. Eu queria encontrar um arranhão, qualquer marca que servisse de desculpa para queimar aquele shopping inteiro agora mesmo, mas ela estava fisicamente intacta.

— Estou... estou bem — ela respondeu.

— Eu vou matar aquele desgraçado — prometi. E eu ia. Ninguém tocava no que era meu e vivia para contar.

Ela tentou argumentar, falou sobre o cartão e sobre eu ser generoso com "prostitutas". Aquela palavra me deu um soco no estômago. Cocei a cabeça, impaciente. Como ela podia ser tão burra?

— Você não é uma prostituta, Alessia — afirmei entre dentes.

Ela rebateu dizendo que também não era convidada. Eu não respondi. O que eu diria? Que ela era o vírus que estava consumindo meu organismo? Que eu passava as noites sonhando com o corpo dela, imaginando-a de quatro, que ela passou a ocupar um lugar inesperadamente inesperado dentro da minha mente? Que agora até meu pau só reage a ele? Eu queria tirar a virgindade dela, queria quebrá-la até que ela só conhecesse o meu nome, mas agora, olhando para aqueles olhos, eu nem sabia se ainda tinha coragem de machucá-la.

Fui falar com os guardas e dar as ordens ao Canário.

— Agora chega — murmurei para as paredes, enquanto o plano de vingança contra o pai dela se misturava com a necessidade visceral de destruir qualquer homem que tivesse colocado os olhos no que é meu.

Olhei para o Canário e dei a ordem necessária para afastar qualquer testemunha da minha fraqueza: reuni todos e deixem amarrados de cabeça para baixo até amanhã. Eu iria mesmo matar cada um deles por terem visto a porra da calcinha dela. Se isso é uma declaração de guerra mundial, que seja. Querem a minha garota? A minha prateada beijada pela lua? Que venham buscar.

Entrei no carro e a tensão era tão espessa que dava para cortar com uma faca. Pelo retrovisor, vi quando o motorista se atreveu a olhar para as pernas dela.

— Olhe para frente. Só para frente, se não quiser morrer — sibilei. Senti o desejo físico de arrancar os olhos de qualquer um que visse o que eu vi no meu sonho.

No heliponto, peguei-a pela cintura para ajudá-la a subir no helicóptero. A visão da bunda dela quase à mostra enquanto ela subia o degrau alto me deixou faminto. Eu queria possui-la ali mesmo, mas em vez disso, puxei a barra do vestido dela para baixo com um puxão firme. Ninguém olha. Só eu.

O silêncio no trajeto foi uma tortura de hélices e pensamentos proibidos. Quando pousamos na fazenda, a interceptei no portão. Precisava reafirmar quem eu era, antes que ela percebesse que o "Capeta" estava caindo de joelhos por ela.

— Não me provoca, Alessia. Eu não sei do que sou capaz se algo realmente acontecer com você ou se você continuar testando meus limites.

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