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Virgem Roubada pelo Mafioso Psicopata :CONTRATO DE SANGUE romance Capítulo 90

POV/ ALESSIA

— Você é a melhor ferramenta, o erro mais gostoso que já cometi — ele disse, as palavras saindo devagar, a voz vibrando tão perto que o hálito dele aquecia meus lábios molhados. — O brinquedo mais interessante que tive. E, com certeza, foi a melhor escolha que fiz em toda a minha vida.

Ele fez uma pausa, e senti o peito dele subir e descer contra o meu em um ritmo pesado.

— Não sei como vou conseguir deixar você ir embora — confessou, e aquela foi a primeira vez que ouvi uma rachadura real na sua armadura de gelo.

— Eu posso ficar — sussurrei. Meu coração batia tão forte contra as costelas que eu tinha certeza de que ele sentia a pulsação através da pele. — Eu não quero mais ir. Quero ficar com você.

Dominic fechou os olhos por um segundo. O rosto dele se retorceu em um conflito mudo, uma guerra interna entre o Capo e o homem que ele tentava esconder.

— Não tem como, Alessia. Você sabe disso — ele murmurou, mas não se afastou.

Antes que ele pudesse erguer outra barreira, eu o beijei.

Não houve a agressividade de antes, nem a fome desesperada de quem quer dominar por puro instinto. Foi um beijo calmo, quase exploratório. Minha boca envolveu a dele com uma suavidade que o pegou de surpresa. Senti a resistência inicial nos seus lábios, o choque dele diante da minha ternura, mas logo ele cedeu, dando passagem para que nossas línguas se encontrassem em um toque lento e ritmado.

A mão dele na minha nuca se fechou, firme, mas sem a brutalidade habitual. Ele inclinou a cabeça, aprofundando o contato enquanto eu mordiscava de leve seu lábio inferior, sentindo a textura macia contra os meus dentes. O gosto da água doce da cachoeira se misturava ao calor da boca dele.

Eu já tinha beijado o Marcello e outros homens, mas aquilo... aquilo era uma anomalia. Meu corpo se encaixava no dele como se cada curva minha tivesse sido desenhada para preencher um espaço nele.

Ele não precisava dizer mais nada, embora as palavras que ele já tinha dito ainda ecoassem na minha mente. O jeito que os dedos dele se enterraram no meu cabelo, a forma como ele me puxou para mais perto, querendo fundir nossas peles sob a água gelada, me dava todas as respostas.

Nesse beijo, eu não era uma moeda de troca, e ele não era apenas o meu carrasco. Éramos apenas dois corpos tentando encontrar um rastro de humanidade no meio do caos. E, pela primeira vez, o silêncio dele não parecia vazio; parecia cheio de tudo o que ele não tinha permissão para sentir.

Dominic não se afastou. Ele manteve uma das mãos agarrada com força à corda de segurança — o único apoio que nos impedia de sermos engolidos pela profundidade do rio — enquanto o outro braço envolvia minha cintura, me puxando para cima e para o centro do seu peito.

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