( ACHO QUE VOCÊS VÃO ME XINGAR NO FINAL DESSE CAP.) KKKKKKK
POV: DOMINIC FERRARO
Acordei antes do sol, como sempre. Mas hoje, o peso no meu peito não era o peso do ferro, do treinamento ou dos negócios da Fratellanza. Era o peso da contagem regressiva. Deixei a camiseta de poliamida sobre a cama dela; um pedaço meu para que ela usasse, para que o meu cheiro a marcasse antes mesmo de sairmos.
Quando a porta se abriu e eu a vi, meu coração deu uma batida errada. Alessia estava com aquela legging colada e a camisa que eu escolhi. Eu sabia o que estava por baixo, e a antecipação era um veneno lento.
— Vamos — eu disse. Minha voz saiu mais curta do que o normal. Se eu falasse mais do que uma sílaba, confessaria que ela era a coisa mais linda que já pisou naquele pátio. Que o brilho dos seus olhos verdes era a única luz que eu não queria apagar.
Entramos na mata. Eu a observava pelo canto do olho, cada passo, cada movimento. O esforço dela me dava um orgulho doentio; eu a forjei. Aqueles músculos que reagiam à subida, a forma como ela não reclamava do terreno hostil... ela era uma verdadeira Lombardi em linhagem, mas possuía uma têmpera que o pai dela nunca teria. O cabelo dela não era apenas prata; na penumbra das árvores, brilhava como metal polido. Era o meu farol. Eu a seguia como um náufrago segue uma estrela, mesmo sabendo que ela me guiava para o meu próprio abismo.
Chegamos ao despenhadeiro.
— Não foi por você — menti, quando ela agradeceu pela trilha.
Foi cada centavo por ela. Cada hora de suor dos engenheiros, cada corda tensionada e cada degrau esculpido na rocha bruta foi para ver esse exato momento. Na descida, quando o pé dela cedeu e eu a puxei contra o meu peito, o tempo parou. Senti o calor da pele dela através das camadas de roupa, o volume dos seios fartos contra o meu braço e o coração dela disparado, batendo em sincronia com o meu caos. Naquele segundo, eu quis esquecer o Conclave, o Lorenzo e o acordo maldito. Quis apenas virá-la e possuí-la ali mesmo, no meio do barro e do lodo, fundindo nossas almas em um ato de barbárie e entrega.
— Eu disse para não soltar — sibilei. Eu estava tentando esconder que eu era quem estava prestes a soltar toda a minha sanidade.
Finalmente, chegamos à queda. A névoa da água batia no rosto dela e, por um segundo, Alessia pareceu uma miragem. Uma anomalia de pureza em um mundo de lama.
— É muito lindo mesmo — respondi. Mas meus olhos não estavam na água. Estavam nela. No sorriso real que ela me deu — Nos cílios grossos que emolduravam o verde hipnotizante das suas íris.
Tirei a roupa com movimentos mecânicos, fingindo focar nos sanduíches e no Whey. Mas quando me virei e ela estava apenas de biquíni verde-musgo... o oxigênio fugiu dos meus pulmões.
Alessia não era uma modelo de osso e pele de passarela. Ela era farta, real, palpável. A barriguinha branca que nunca via o sol, as curvas generosas dos quadris, os seios que o triângulo de pano mal conseguia conter. Ela era um sacrilégio. Engoli em seco, sentindo o sangue descer direto para o meu pau, que latejou com uma violência insuportável contra o short. Eu estava duro, exposto, e o riso dela foi a música mais perversa que já ouvi.
Entramos na água. Eu a seguia como um predador que perdeu o instinto de matar, restando apenas o de proteger. Quando ela flutuou e o cabelo prata se espalhou como uma mancha de lua no rio escuro, tive a certeza: eu estava apaixonado. Um psicopata apaixonado é um erro na natureza, uma falha sistêmica. Eu não sabia onde terminava o desejo e onde começava a adoração. Eu a amava pelo que ela era: a mulher que me desafiava, que aprendia a matar, que não quebrava sob o meu peso. Ela era inestimável.
Ela fingiu a câimbra. Eu sabia que era mentira. Conheço cada fibras musculares, mas a puxei mesmo assim. Queria o contato. O toque sob a água gelada era fogo puro.
— Você é a melhor ferramenta... a melhor escolha que fiz — confessei. Foi o máximo de verdade que minha armadura permitiu escapar.
— Eu posso ficar — ela sussurrou.
Aquelas palavras foram o meu céu e o meu inferno. Eu queria gritar "Fica! Eu queimo o mundo, eu mato o Lorenzo, eu rasgo o contrato, eu te protejo, te escondo em uma caverna e jogo a chave fora!". Mas a lógica de Capo era um grilhão. Se ela ficasse, ela poderia correr perigo.
Antes eu queria quebra-la machuca-l, estrupa-la para ela perder o valor. Agora eu quero fazer amor com ela. Mas...... Se ela voltasse para o pai como "estragada", ela perderia o valor de proteção. Na máfia, a virgindade dela era o único escudo de respeito que a manteria viva diante de porcos como o Marcellos. Eu preferia queimar de desejo, sentir meu pau doer de tanta pressão não resolvida, do que tirar a pureza dela e deixá-la vulnerável.
Meu pau não acredita nisso que meu cerebro processou. Eu a prezo mais do que ao meu prazer. Devolvê-la intocada seria o meu maior ato de amor.

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