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A babá é a mais nova obsessão do CEO romance Capítulo 119

— Mas... você foi promovido. E se tornou o assistente pessoal dele. Como?

— Minha mãe ficou muito doente. O sistema de saúde da Índia é amplo e composto por setores públicos e privados. Mas apesar dos avanços importantes ao longo dos anos, ainda enfrenta desafios significativos. A infraestrutura é insuficiente. Há escassez de profissionais e desigualdades. A cobertura por seguros é baixa e o financiamento público limitado. O sistema é fragmentado. Minha mãe não receberia um atendimento adequado e a tempo para mantê-la viva. Então, indo contra minha ética e princípios, procurei o senhor Zadock e cobrei o favor que lhe fiz no passado. Salvei-o um dia e pedi que salvasse a minha mãe naquele momento.

— E ele salvou?

— Sim, ele salvou. Minha mãe teve o melhor tratamento que alguém nas condições dela poderiam ter no meu país. Mas viver no meu país é bem diferente daqui. A poluição do ar aumenta a cada ano. A baixa produção de alimentos e o baixo fornecimento de energia, consequência do calor e da falta de chuvas, acabam atingindo a saúde das pessoas. Implorei para que ela viesse para cá. Mas minha mãe não quis. Ela jamais deixaria a Índia.

— E... ela ainda mora lá?

— Ela morreu dois anos depois, de tuberculose. Não foi do câncer.

— Daí você decidiu trabalhar para Zadock.

— Sim. Decidi ser leal a ele, pois Zadock salvou a vida da minha mãe.

— Em gratidão por você salvar a vida dele.

— Sim... mais ou menos isso, eu acho. Mas o senhor Zadock sempre foi muito profissional. Nunca tivemos uma ligação de... amizade, digamos. Mas ele confiava em mim e eu confiava nele.

— E você confia em Enzo? Como acabou sendo assistente dele, se pelo que percebi tinha a confiança de Zadock?

— O senhor Zadock a vida inteira quis a Harlow Defense. Quando o avô de Enzo morreu, lhe deixou a empresa como herança. Ninguém esperava por isso. O senhor Enzo era o menos cotado para ficar com tudo. Aconteceram algumas coisas com Davi. Então, para proteger o filho, ele decidiu vender a Harlow para Zadock. Pediu uma boa quantia em dinheiro, o que para Zadock não foi um problema. E... solicitou que eu fosse colocado no negócio.

Maria Fernanda escorou as costas na cadeira almofadada, incrédula:

— Enzo... te comprou?

— Na verdade, o senhor Zadock me vendeu. — ri — Mas eu aceitei a proposta. Porque sabia o quanto Zadock queria a Harlow. Era o seu objetivo de vida. E quem era eu para ficar no caminho?

— Talvez Enzo desistisse se Zadock dissesse não.

— Jamais imaginei que o senhor Enzo me quereria como assistente, já que muitas vezes o enfrentei quando tentou atingir Zadock. Mas o senhor Enzo é... muito mais leve que Zadock. E os problemas dele... são bem menores.

— Enzo... leve? — ela riu — Me pergunto como é Zadock.

— O senhor Enzo é... mil vezes mais tranquilo que Zadock Asheton. E acho que ele queria muito mais uma companhia do que um assistente. No fim... foi uma boa troca.

Sim, por mil motivos... dentre eles o fato de eu tê-la conhecido.

— Enzo... quis te tirar de Zadock. Novamente quis ferir o irmão. E... esqueceu que tinha uma pessoa no meio. Às vezes tenho a impressão de que ele acha que o mundo gira ao seu redor.

— Não é impressão. Ele realmente acha. Ainda assim... protege todos que ama. Ou seja, você está segura.

— Ele não me ama.

Ah, como eu gostaria de estar enganado e confirmar a hipótese dela. Mas eu sabia que Enzo Asheton a amava enlouquecidamente, como jamais amou outra mulher antes. Eu era a testemunha de tudo que ele fez para trazê-la para si, mesmo achando que ela poderia oferecer perigo.

Will voltou e o assunto encerrou. Meu telefone tocou e vi o nome de Enzo no visor. Agradeci pela companhia e me desloquei para mansão. Eu já sabia o que ele queria. O relatório sobre o dia de Maria Fernanda.

Assim que cheguei no escritório, ele levantou imediatamente.

— O que ela fez durante o dia?

Visitou um agiota. Bem, ele não dormiria mais se eu dissesse aquilo. Então optei por:

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