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A Babá Proibida do CEO romance Capítulo 239

Fico sentada no sofá, mexendo no celular, fingindo uma normalidade que não existe, como se nada tivesse acontecido nos últimos minutos.

Como se eu não tivesse atravessado um corredor, batido na porta dele, discutido, perdido o controle e acabado de beijá-lo como se fosse a coisa mais inevitável do mundo.

Continuo rolando a mesma tela, lendo a mesma linha duas vezes sem absorver nada, enquanto o apartamento ao redor permanece em silêncio.

Do corredor, ouço o movimento de Blake indo e voltando no quarto, a gaveta abrindo, o zíper de alguma mochila.

Ruídos completamente normais que parecem altos demais em um ambiente tão quieto.

Respiro fundo uma vez, depois outra.

Prometi me comportar, mas não sei se vou conseguir fazer isso agora que a tensão parece diferente. Parece mais consciente, mais perigosa.

Porque agora não é mais sobre sonhos ou beijos desajeitados. Agora eu sei exatamente o que acontece quando ele encosta em mim.

E ele também.

Blake retorna poucos minutos depois, com uma mochila no ombro e uma expressão controlada demais para alguém que acabou de fazer o que fez.

Ele atravessa a sala sem hesitar, como se estivesse apenas cumprindo mais uma tarefa da rotina.

— Vamos — diz, sem rodeios.

Assinto, me levantando antes que meu corpo resolva travar no meio do caminho, e o sigo sem dizer nada.

O corredor entre os dois apartamentos tem talvez cinco metros. Nós percorremos os cinco em silêncio.

Miller está parado em frente à minha porta, com a postura de quem esperava isso acontecer mais cedo ou mais tarde.

Os dois trocam algumas palavras, baixo o suficiente para que eu não consiga escutar. Depois, Miller me olha uma vez, faz um aceno breve com a cabeça e vai embora pelo corredor sem falar mais nada.

Blake abre a porta, percorre o olhar pelo ambiente e só depois se afasta para me deixar entrar.

A presença dele muda o ambiente de um jeito imediato. Não é físico, não é lógico, mas é impossível ignorar.

Como se o apartamento, que passou horas grande demais e silencioso demais, voltasse ao tamanho normal.

— Preciso de água — murmuro, já me afastando.

Vou até a cozinha, mais por instinto do que por necessidade, e pego um copo de água. Não estou com sede, mas preciso fazer alguma coisa com as mãos que não seja encará-lo.

Ou pensar no beijo.

Ou lembrar exatamente como ele me puxou contra a porta.

— Sophia — a voz dele vem do corredor, baixa, controlada.

Fecho os olhos por um segundo antes de virar e encontrá-lo parado na entrada, a poucos passos de distância, como se tivesse ido só até ali e parado no meio do caminho.

— O quê?

— Isso não muda nada — diz, repetindo a frase de antes, mas com menos convicção.

— Eu sei — respondo, segurando o copo com um pouco mais de força do que o necessário.

Ele me encara por um segundo, avaliando se acredito mesmo nisso, mas não se mexe.

Ficamos assim, um de frente para o outro, presos num silêncio que não deveria ser tão difícil de sustentar.

Então, ele desvia o olhar primeiro.

— Vou pedir o jantar — diz, pegando o celular.

— Ok.

— Quer algo específico?

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