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A Babá Proibida do CEO romance Capítulo 240

A manhã começa como todas as outras desde que Blake voltou.

Quando saio do quarto, já tem café feito, um apartamento em silêncio e ele está de pé perto da janela com o tablet na mão, já em pleno funcionamento.

— Bom dia, Blake.

— Bom dia. O café está pronto.

Agradeço e vou direto para a cozinha, sorrindo sem perceber. Sim, ele está me evitando firmemente nesses últimos dois dias, mas o café sempre está pronto e sou grata por isso.

Pego uma xícara, me sirvo um pouco do café e volto para a sala.

Me sento no sofá, dobrando as pernas embaixo do corpo, e seguro a xícara com as duas mãos, encarando as costas dele.

Blake continua na janela, mas o tablet agora está na mesinha. Ele está só olhando para a rua lá embaixo, com as mãos juntas atrás das costas.

— Você sempre foi uma pessoa matinal ou é parte do pacote de guarda-costas perfeito? — pergunto, soprando o café antes de tomar um gole

Ele vira o rosto na minha direção, só o suficiente para me olhar pelo canto do olho.

— Hábito.

— Militar?

— Sim.

— Quantos anos?

— Mais do que você gostaria de saber.

— E você não sente falta?

Dessa vez ele vira de frente, me encarando com aquela expressão que sempre faz quando está pensando o quanto quer responder.

— Às vezes — diz, por fim.

É pouco, quase nada, mas vindo dele, que distribui informação sobre si mesmo como se cada palavra custasse alguma coisa, é o suficiente para eu guardar com cuidado.

A manhã continua assim, nesse território que não tem nome oficial, mas que nós dois sabemos exatamente onde fica.

Ele tenta manter o limite. Eu testo onde exatamente esse limite está agora, depois de tudo.

Quando termino o café, aproveito que ele foi para a cozinha e sigo seus passos pouco depois. O encontro encostado perto da pia, verificando algo no celular enquanto bebe água.

Me aproximo e ele não se mexe. O ombro dele fica a centímetros do meu.

— Com licença — murmuro, mais baixo do que pretendia. — Você está no meu caminho.

— Estou parado aqui há cinco minutos.

— E agora está no meu caminho.

Ele me olha por um segundo longo demais, e sinto meu coração acelerar de um jeito ridículo. O olhar dele desce por um segundo, rápido demais para ser ignorado, e volta para o meu rosto.

— Sophia… — começa, com a voz rouca.

— O quê? — respondo, me aproximando um pouco.

Erro. Porque agora não tem mais espaço suficiente entre nós para fingir que isso é só uma conversa.

A mão dele se mexe devagar, como se estivesse me dando tempo para recuar.

Quando não recuo, os dedos encostam na minha bochecha, deslizam até o meu queixo, inclinando levemente minha cabeça para cima.

Minha respiração falha por um segundo.

— Isso não é uma boa ideia — ele murmura, mas não se afasta.

— Você já disse isso antes — respondo, baixo, sem conseguir desviar os olhos dos dele.

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