Me viro devagar, ainda segurando minha blusa contra o peito, e encontro Lucas me observando da cama, apoiado no cotovelo, com um olhar que parece ler cada pensamento meu.
— Eu… preciso ir ao banheiro — respondo, rápido demais para ser verdade.
Ele arqueia uma sobrancelha, e um sorriso lento se forma nos lábios dele.
— Pensei que fosse fugir de novo — diz, num tom meio brincadeira, meio verdade. — Afinal, parece ser seu hobby favorito quando as coisas ficam… intensas.
— Não, eu… só vou ao banheiro — murmuro, sentindo meu rosto esquentar. — É sério.
Lucas me observa por mais alguns segundos, como se decidisse se acredita ou não. Mas nem espero: praticamente corro para o banheiro, fechando a porta atrás de mim.
Apoio as mãos na pia de mármore e respiro fundo.
O que eu estava pensando? Tentar fugir de novo?
Sim, eu ia. Ia porque preciso pensar, preciso digerir tudo. Porque a noite foi incrível, perfeita, mas… meus pensamentos estão tumultuados demais.
Levanto o rosto, me olho no espelho… e congelo.
Há várias marcas vermelhas espalhadas pelo meu corpo. Nos seios, nas coxas, na cintura, exatamente onde os dedos dele ficaram… bem, a noite inteira.
Meu Deus.
Passo os dedos por uma das marcas no pescoço, sentindo meu rosto queimar.
É impossível esconder o que aconteceu a noite inteira. Mas a pior parte é que, ao invés de me incomodar… eu meio que estou gostando de vê-las.
O que está acontecendo comigo?
Balanço a cabeça, tentando organizar os pensamentos. O que faço agora? Ir embora? Ficar? Conversar?
Aliás, o que se faz depois que essas coisas… acontecem?
Após terminar minha higiene pessoal, respiro fundo e abro a porta.
Lucas continua na cama, mas agora está sentado, mexendo no celular. Quando me vê, deixa o aparelho de lado.
— Agora é sério, Lucas. Preciso ir embora — falo rapidamente. — Daqui a pouco, Oliver acorda e…
— Ivy — ele me interrompe, sentando na cama. — Você trabalha para mim. Posso te dar folga.
— Mas a Sra. Mallory não pode ficar sobrecarregada com…
— Sophia pode ficar com ele hoje — diz, pegando o celular novamente. — Ela adora passar tempo com o sobrinho.
— Não precisa incomodar sua irmã por minha…
Mas ele já está ligando, me ignorando completamente. E, em menos de um minuto, Lucas convence Sophia a ficar com Oliver.
— Pronto. Resolvido — diz, com um sorrisinho vitorioso.
— Você é impossível — murmuro, revirando os olhos.
— E você é péssima em inventar desculpas — rebate, se levantando da cama.
Desvio o olhar imediatamente quando o vejo completamente nu, caminhando tranquilamente até mim.
— Não precisa ter vergonha — ele diz, parando na minha frente. — Nada que você não tenha visto. Várias vezes, inclusive.
— Lucas… — sussurro, sem coragem de olhar para… baixo, e decido mudar de assunto. — Você também vai tirar folga?
— Faz muito tempo que não sei o que é ficar de folga em casa — admite, passando a mão pelos cabelos. — Mas… se você ficar aqui comigo hoje, posso tentar.
— Não sei se isso é uma boa ideia.
Ele segura meu queixo, me fazendo olhar para ele.
— Fica — pede, mais sério agora. — Pelo menos até o café da manhã; depois, faremos o que você quiser.
— Eu… posso pensar no assunto.



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