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A Esposa Desprezada: O CEO Vai Implorar Por Amor romance Capítulo 2

O Eduardo que Vivian descobriu durante a gestação era uma versão amplificada, intensificada e completamente fora de controle de tudo que ele já fora.

A casa em São Paulo - para onde voltaram para ficar mais perto da família durante a gravidez - foi transformada em uma fortaleza médica. Uma das suítes foi convertida em enfermaria particular, com equipamentos que fariam inveja a hospitais de pequeno porte. Eduardo entrevistou pessoalmente doze obstetras antes de escolher a Dra. Lúcia Mendes, uma especialista em gestação de alto risco que ele contratou com um salário que faria qualquer CEO corar.

- Ela vai se mudar para o quarto ao lado do nosso? - Vivian perguntou, incrédula, quando ele anunciou o plano.

- Se precisar, sim - ele respondeu sério. - Mas por enquanto, apenas no andar de baixo.

Vivian riu tanto que quase caiu da cadeira.

A dieta de Vivian era monitorada por uma nutricionista que enviava relatórios diários para Eduardo. Cada refeição era fotografada, analisada, aprovada. Ele mesmo preparava os lanches da madrugada - sanduíches cuidadosamente montados com ingredientes orgânicos, sucos verdes que ele aprendera a fazer, sopas nutritivas que ele aquecia na temperatura exata.

- Você está criando um monstro - Alice comentou durante uma visita, observando Eduardo ajustar os travesseiros de Vivian pela quinta vez em uma hora.

- Estou criando um ambiente seguro - ele corrigiu, sem tirar os olhos da esposa. - Tem diferença.

O primeiro ultra-som em que descobriram os sexos foi um evento televisionado. A sala de exames estava cheia - além de Vivian e Eduardo, estavam Alice, Matheus (para desgosto de Eduardo), os pais de Vivian, e até Gilbert, que insistiu em estar presente.

- Dois meninos e uma menina - a médica anunciou, apontando as formas minúsculas.

Eduardo, que segurava a mão de Vivian com força, fez um som estranho novamente.

- Uma menina - ele repetiu, sua voz embargada. - Vou ter uma filha.

- E dois filhos - Vivian lembrou, sorrindo.

- Sim, claro, os meninos também - ele concordou rapidamente. - Mas uma menina.

Matheus, que estava discretamente encostado na parede ao lado de Alice, sussurrou para ela: - Ele vai ser o pai mais superprotetor da história, não vai?

- Ele já contratou um segurança particular para o berçário - Alice sussurrou de volta. - Os bebês nem nasceram ainda.

A relação de Eduardo com Matheus durante a gestação foi... interessante. Vivian ainda trabalhava na galeria, e Matheus precisava visitá-la regularmente para discutir negócios.

A primeira visita de Matheus após a mudança deles de volta ao Brasil foi recebida com um Eduardo que parecia um cão de guarda. Ele sentou-se ao lado de Vivian no sofá, seu braço protetoramente colocado sobre seus ombros, e encarou Matheus com uma expressão que dizia claramente: "Chegue perto demais e você não sairá vivo desta sala."

- Matheus, que bom ver você! - Vivian exclamou, tentando ignorar a tensão no ar. - Senta, vamos conversar sobre a exposição de Lisboa.

Matheus sentou-se na poltrona mais distante possível, seus olhos alternando entre Vivian e o guarda-costas ao lado dela.

- Então... - ele começou, nervoso, - a exposição está indo bem. Conseguimos confirmar os três artistas portugueses que você queria.

- Estou - ele admitiu, puxando-a para um abraço. - Mas me deixa. É a única coisa que tenho além desse medo constante de que algo dê errado.

Ela o abraçou de volta, sentindo o tremor em seus braços. - Nada vai dar errado. Estamos juntos nisso.

À medida que a barriga crescia, Eduardo se tornava cada vez mais dedicado. Ele massageava seus pés inchados todas as noites, aplicando um creme especial que a médica recomendou. Lia em voz alta para a barriga - clássicos da literatura, filosofia, até relatórios financeiros, porque "os bebês precisam se acostumar com o mundo dos negócios". Cantava músicas que mal sabia a letra, inventando versos quando esquecia.

Nas noites em que Vivian não conseguia dormir, ele ficava acordado com ela, conversando sobre o futuro, sobre os nomes (uma lista que já passava de cinquenta opções), sobre o tipo de pais que queriam ser.

- Vou estragá-los - ele admitiu uma noite, enquanto acariciava sua barriga. - Todos os três. Vou dar tudo que eles quiserem.

- Não, não vai - Vivian respondeu, sua mão sobre a dele. - Porque eu estarei aqui para equilibrar. E porque você aprendeu, não aprendeu? Que amor não é sobre dar coisas, é sobre estar presente.

Ele beijou sua testa. - Aprendi. Com a melhor professora.

O sétimo mês foi o mais difícil. Vivian mal conseguia se mover, carregando o peso de três vidas. Eduardo praticamente a carregava para tudo - do quarto ao banheiro, do sofá à mesa de jantar. Ela reclamava, claro, mas secretamente adorava a atenção.

- Você vai estragar a mim também - ela brincou enquanto ele a ajudava a se sentar no sofá.

- Esse é o plano - ele respondeu sério. - Estragar vocês quatro pelo resto da vida.

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