— Aurora Swtz? É do Hospital Geral, não conseguimos contato com os números de emergência que estão no celular do senhor Antônio Stwz, por isso buscamos pelo sobrenome. A senhora é familiar?
Meu coração acelerou ao ponto de sentir pulsando em minha garganta.
— Sou. Eu sou a filha dele.
— Desculpe, senhora Aurora. Precisamos que venha ao hospital. É sobre o seu pai.
— O que aconteceu?
— O senhor Antônio passou mal e foi trazido para atendimento, precisamos da assinatura de um familiar.
— Estou indo.
Peguei uma caneta para anotar o endereço, mas eu mesma já tinha desligado a chamada. Pesquisei na internet, tentei anotar na mão. A tinta falhava tanto quanto o meu coração.
Abri uma gaveta com tanta força que acabei arrancando-a do móvel e os papéis e outros objetos caíram.
Ajoelhei, revirando as coisas, e tudo que encontrei foi um cartão. Anotei o endereço ali mesmo.
Procurei pelas chaves dos carros, mas não havia funcionários a quem perguntar. Corri para a rua e estendi a mão para vários táxis até que um finalmente parasse.
Entreguei o cartão enquanto entrava no carro.
— Por favor, moço. Meu pai está nesse hospital.
Quando chegamos, eu não paguei a corrida, simplesmente não me lembrei disso. Empurrei a porta de vidro do hospital olhando para todos os lados.
Eu precisava de uma informação, qualquer uma.
— Meu nome é Aurora Swtz, meu pai Antônio Swtz está aqui.
— Documento, por favor.
— Eu não trouxe documentos. Vocês me ligaram. Olha aí. Eu sou Aurora Swtz.
Começamos uma discussão interminável. A recepcionista não parecia nada disposta a me ajudar e eu não conseguia falar nada direito.
— Por favor, moça. Alguém me ligou daqui.
— Espere um instante, por favor.
Assisti à recepcionista se afastar do balcão e ficar vários minutos conversando e rindo com outra moça, próximo a um armário cheio de fichas de papel pardo.
Uma enfermeira se aproximou para pegar algo e eu a chamei.
— Desculpa, por favor. Eu estou procurando o meu pai.
— Qual o nome do seu pai?
— Antônio Swtz. O rapaz que me ligou disse que ele passou mal e veio para cá.
— Só um instante.
A enfermeira olhou no sistema, depois fez algumas ligações para ramais internos e, em menos de dez minutos, encontrou o que precisava.
— Ele está na emergência. Fica no outro prédio.
— Onde?
Ela falou várias coisas, que eu não conseguia decorar, e por fim, ela se ofereceu.

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