Noah voltou a me beijar, se moveu devagar e firme. Saindo só alguns centímetros e empurrando tudo outra vez.
A sensação me tomou de um jeito que cravei as unhas nas costas dele, me deliciei com a voz grossa, quase rosnada, em meu ouvido.
— Hoje eu vou te comer devagar, Magricela. Mas quando se acostumar comigo aqui dentro quero te ouvir gritando o meu nome.
Eu não sabia se aquilo era devagar, mas, se podia ficar melhor, eu acabaria maluca por aquele homem.
Noah segurou uma das minhas coxas e se encaixou mais fundo.
Saiu inteiro e entrou devagar, olhando eu lutar para conseguir respirar. Os gemidos tomavam meu fôlego e, quando o corpo dele colou outra vez ao meu, o mundo explodiu inteiro dentro de mim.
Não foi o gozo que eu tinha experimentado nos dedos dele.
Era maior, cada célula do meu corpo se desfez em um relaxamento que me roubou a raiva e o medo.
Só ficamos ele e eu.
— Olha o que temos aqui. Você gosta com força.
Ele falou e empurrou mais fundo, tirando a última fagulha de prazer que ainda resistia dentro do meu corpo.
Estremeci inteira e soltei os músculos, não consegui abraçá-lo. Eu só queria sentir aquela sensação. Eu parecia estar flutuando.
— Eu preciso gozar, meu amor. Só mais um pouquinho, deixa?
Concordei sem pensar.
Noah se moveu mais rápido, o corpo dele se chocava contra o meu e ele colocou as duas mãos sobre a minha cabeça para impedir que eu batesse contra a cabeceira.
O barulho úmido dos nossos corpos tomou o quarto. A pele dele deslizava sobre a minha, escorregando na mistura do nosso suor.
E, quando ele parou, foi enfiado fundo dentro de mim e com um grunhido que fez minha intimidade latejar em torno dele.
Noah ficou parado um tempo, depois me beijou e colocou a testa no meu ombro. A respiração parecia a de um corredor após uma maratona.
Mas, de repente, a voz rouca acariciou meu ouvido.
— Não tem ideia de quantas vezes eu sonhei com isso. E foi melhor do que eu imaginava. Muito melhor, Magricela.
Noah se deitou ao meu lado e me puxou para o peito dele.
Passei a mão nos pelos úmidos e, de repente, uma tristeza tão grande tomou meu coração.
Eu queria que fosse verdade. Queria que aquele homem me amasse, mas tudo não passava de um esquema perverso. Pensei que talvez ele estivesse por trás das notícias que vazaram o exame.
Seria um motivo para inventar a separação, meu sumiço não seria descrito como uma internação compulsória, e sim como a fuga de uma mulher promíscua que se escondeu por vergonha.
Ele se casaria com a minha irmã enquanto eu apodreceria dopada naquele sanatório.
Eu sabia.
Mas, naquele momento, nos braços de Noah, eu queria fingir que era real. Ele sentiu quando uma lágrima escapou e caiu pesada sobre o peito dele.

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