A suíte principal era um sonho.
Localizada no último andar da antiga construção restaurada da vila, com vista panorâmica para os vinhedos e as colinas ondulantes da Toscana, o espaço tinha sido decorado com esmero e romantismo, como se cada detalhe contasse uma história de amor.
As paredes, pintadas em um tom de branco antigo com acabamento envelhecido, eram decoradas com pinturas florais renascentistas em molduras douradas. Havia dois lustres de cristal, um no centro do quarto e outro acima da banheira, que lançavam reflexos cintilantes nas paredes como se fossem joias dançando à luz das velas.
No centro da suíte, o destaque absoluto. A cama.
Uma cama enorme com dossel em ferro forjado, pintado em um tom de branco envelhecido, sustentava cortinas transparentes bordado à mão com ramos de oliveira, um símbolo da fertilidade e da esperança.
A cabeceira, almofadada em veludo cor creme com pespontos delicados, trazia uma aura de realeza discreta. Uma mesa em estilo barroco ficava próximo a janela panorâmica, e sobre ela havia um vaso de porcelana branca, com um lindo e cheiroso buquê de lavanda.
Na parede oposta, uma lareira acesa completava o aconchego com seu crepitar suave, perfumando o ambiente com notas de madeira de cedro e baunilha.
Um par de portas duplas levava ao banheiro privado, uma verdadeira joia arquitetônica. O chão era de pedra calcária natural, aquecido sob os pés. A banheira de imersão vitoriana, de cobre escovado, estava posicionada em frente a uma janela arqueada, com vista para os vinhedos mergulhados em névoa.
Ao redor da banheira, castiçais altos com velas aromáticas, sais de banho, pétalas de rosa e toalhas brancas de linho bordado com as iniciais do casal.
Sobre o aparador de mármore, repousava um champanhe francês gelado em balde de prata, ao lado de duas taças de cristal finíssimo e uma bandeja com frutas frescas, figos, uvas, morangos silvestres e damascos cortados com perfeição. Havia também bombons artesanais de chocolate amargo com recheio de amêndoas e pistache.
No canto da suíte, uma porta levava à varanda privativa.
Ali, duas poltronas de vime com almofadas de linho e uma pequena mesa posta com lanternas de ferro pendentes. A vista era um espetáculo, colinas salpicadas de ciprestes, uma vinha que serpenteava pela encosta, e ao fundo, o dourado do pôr do sol dissolvendo-se sobre as fileiras de oliveiras. As primeiras estrelas já começavam a pontuar o céu cor de lavanda.
A brisa que entrava pela varanda trazia o cheiro das oliveiras, do alecrim selvagem e das flores de laranjeira.


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