O primeiro conjunto, era feito de renda francesa azul-cobalto com bordados dourados finíssimos que lembravam constelações. O sutiã era de modelo balconet, com hastes delicadas que valorizavam o colo sem exagero. A calcinha tipo fio dental com laterais de tiras finas criava um desenho sutil na pele. Um robe transparente em tule dourado com mangas amplas e punhos de cetim completava a composição.
O segundo conjunto provocante em vermelho rosado, com aplicações de renda floral em alto relevo sobre tule nude, dando a ilusão de desenhos tatuados na pele. O sutiã era mais ousado, com tiras que contornam os seios e o decote. A calcinha era de corte cintura alta, com transparências e recortes estratégicos, e vinha com uma cinta-liga e meias finas de seda da mesma cor. A peça era audaciosa, mas ao mesmo tempo refinada, feita para uma mulher que começava a explorar sua própria feminilidade com romance e charme.
O último, era um conjunto branco perolado que exalava romantismo. O sutiã em formato bralette não possuía bojo, apenas uma delicada sustentação em renda chantilly, com minúsculas pérolas costuradas entre os arabescos. A calcinha modelo boyshort, leve como um suspiro, era adornada com um pequeno laço de cetim nas costas. Um robe longo de tule branco com bordados de pequenas estrelas e luas prateadas, completava o conjunto, parecendo mais um véu de conto de fadas do que uma peça de roupa.
Lucila passou as mãos por cada uma das peças com reverência, o rosto corando aos poucos, o peito apertado de emoção. Havia tantos sentimentos gritando em seu interior. E ao mesmo tempo, ela se sentia abraçada por sua mãe com esse gesto terno, esse lindo cuidado.
Era como se sua mãe dissesse, "Você pode ser uma mulher sensual e ainda ser doce. Pode ser sensual sem deixar de ser você."
Puxou o ar com força, pensando na expressão indiferente de Vitório, desde que saíram do Brasil. Ele ainda seria indiferente se ela aparecesse na frente dele usando um desses conjuntos? Ou mesmo se ela aparecesse totalmente despida, ele continuaria a ignorá-la, e pior, pensaria que ela era vulgar.
O ar foi expelido devagar, ela se sentou na cama, abraçando os próprios joelhos, sem ter certeza se deveria ou não tentar mostrar a ele que poderia ser uma mulher atraente.
Só de pensar em aparecer na frente dele vestida daquele jeito, já queimava seu rosto. Como conseguiria ir até ele assim?!
“Eu sou péssima nisso! Não consigo pensar em algo mais íntimo que já fico vermelha, feito um tomate.” Pensou, esfregando os olhos em frustração.
Os últimos raios de sol desapareciam no horizonte e uma brisa suave balançava as cortinas transparentes da janela.
A noite logo chegaria, e se ela não fizesse isso hoje, talvez nunca mais tivesse coragem para fazê-lo. “Oh meu Deus, me ajude!” pensou, com um pequeno resmungo.
Ela olhou para os conjuntos, de novo e pensou em qual ficaria menos revelador, qual poderia deixá-la menos ridícula. Todos eram lindos, mas o problema era com seu corpo pálido e sem nenhum atrativo. Ela pegou o azul, mas quando levantou a calcinha fio dental, percebeu que ela tinha uma fenda enorme no pouco pano que deveria cobrir sua intimidade.
Com o rosto em chamas novamente, ela abandonou a peça em cima da cama. Depois, pegou a vermelho rosada, mas essa era ainda mais reveladora e ousada. O branco se tornou sua última opção.
Deixou a lingerie arrumada sobre a cama, pegou seus itens de higiene pessoal e partiu para o banheiro. Durante o banho demorado, ela pensava em inúmeras possíveis reações de Vitório, afinal ele já era bem experiente.



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