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A LUNA HUMANA VENDIDA AO ALFA SUPREMO romance Capítulo 337

POV: JASPER

— Não sinto o odor de traição nem de mentiras vindo dela. — O Supremo declarou com calma, deslizando as mãos pelos bolsos com aquela postura relaxada e calculista. Inclinou a cabeça de lado, observando Savanna desfalecida na cama. — Considerando as feridas profundas e o cheiro de sangue interno, ela lutava com garras e presas para escapar do meu irmão. Isso basta para mim, por ora.

Suspirei, mantendo os olhos fixos nela.

“Você está encrencado.” Rosnou meu lobo dentro da mente, com aquele tom irritado e ranzinza.

— Me deixe cuidar dela. — Falei novamente, mais baixo, porém firme. — Eu consigo o que vocês precisam. Se houver algo escondido, eu vou descobrir.

Daimon não respondeu de imediato. Apenas observou, inclinando mais uma vez a cabeça, como se analisasse cada detalhe do meu rosto. O olhar dele parecia atravessar tudo.

— Daimon... — murmurou a Luna, cerrando os punhos ao lado do corpo, a tensão escorrendo pelos ombros. — Não podemos confiar cegamente apenas em seus instintos.

— Pequena, foram exatamente os meus instintos que me mantiveram vivo até agora... e que me levaram até você. — Ele respondeu com a voz grave e controlada, sem pressa, piscando para ela com aquele ar arrogante e seguro que só ele tinha. Seus olhos cintilaram, fixos na companheira, e a tensão entre os dois era quase palpável.

Arqueei uma sobrancelha com um leve sorriso debochado, mas mantive a reverência. Daimon se virou para mim e, como sempre, inclinou a cabeça de lado, observando cada reação minha como se fosse uma ameaça em potencial.

— Deixe Jasper lidar com isso. — Ordenou, com a voz mais baixa e carregada de autoridade. — Confie no seu Alfa… e no seu beta.

— Obrigado, Supremo. — Me curvei levemente, demonstrando respeito, mas não sem deixar de sentir aquele frio na espinha com o que viria a seguir.

— Mas... — Daimon estalou a língua com um som seco, e minha coluna se enrijeceu no mesmo instante. Levantei a cabeça, atento.

— Se ela for uma inimiga infiltrada... — sua voz desceu em um tom mais denso, como um aviso final — você será o responsável por eliminá-la.

O ar pareceu pesar mais no ambiente. O som ao redor se apagou por um segundo. Engoli seco, sentindo meu lobo se agitar dentro de mim.

— Entendido. — Respondi, firme por fora, mesmo que algo lá dentro estremecesse com a possibilidade.

Me virei, voltando o olhar para Savanna. Ainda inconsciente, mas nem um pouco indefesa. Havia algo nela que gritava perigo... e ainda assim, eu queria descobrir tudo. Cada camada. Cada cicatriz. Cada segredo.

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