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A LUNA HUMANA VENDIDA AO ALFA SUPREMO romance Capítulo 421

POV: AIRYS

— O quê? — Me virei, o sangue fervendo, soltando um rosnado hostil que fez as enfermeiras darem um passo atrás. — Escolha bem suas palavras, Loba. Eu não respondo por mim agora.

— É exatamente por isso que você não pode entrar lá. — Savanna respondeu sem vacilar, apesar do medo nítido em seus olhos. — É o seu filho naquela mesa, e nenhuma mãe está preparada para o que pode acontecer.

— Eu estou! — Retribui, avançando um passo, com as mãos cerradas e os olhos queimando.

— Não está. — Ela apontou para o meu corpo, a mão trêmula, mas firme. — Você continua sangrando. Está fraca, exausta. Suas condições não são as melhores para operar, Airys, e você sabe disso.

— Eu preciso salvá-lo! — Gritei, a voz rasgando minha garganta enquanto as lágrimas desciam de forma descontrolada. — É meu filho, Savanna! Ele é meu bebê!

— Theron precisa da mãe agora, não da médica... Eu sei que é pedir muito, mas por favor... — Savanna falou com firmeza, apertando meu ombro, os olhos fixos nos meus como se quisesse me ancorar na realidade. — Confie em mim, me deixe operar.

— Não vou ficar do lado de fora esperando... — Minha voz falhou, uma mistura de raiva e desespero. — Não vou deixá-lo sozinho, Savanna.

— E não vai. — Ela se aproximou ainda mais, baixando o tom, mas sem perder a firmeza. — Fique ao lado dele. Segure a mão dele, fale com ele, cante algo que ele goste, conte uma história. — Savanna respirou fundo, quase como se estivesse me entregando uma missão. — Alcance ele onde eu não posso. Faça ele sentir que não está sozinho enquanto eu opero.

Olhei para Theron na maca, tão pequeno, tão frágil, e senti meu corpo estremecer. A ideia de não fazer nada me dilacerava, mas sabia que Savanna estava certa.

“Ele precisa da mãe dele, Airys.” Rielly sussurrou, a voz baixa, mas firme. “Seja o porto seguro, não a lâmina.”

— Savanna, ele é o meu mundo... entende? — As lágrimas escorriam sem que eu tentasse contê-las. — É tudo o que eu tenho, o meu bem mais precioso. Então, por favor, estou te implorando como mulher e mãe... faça de tudo para salvá-lo.

— Tem a minha palavra! — Ela respondeu firme, com os olhos determinados.

A sala foi rapidamente preparada, o som dos aparelhos preenchendo o ambiente como um lembrete cruel do quanto estávamos por um fio. Theron foi conectado aos monitores, e meu coração apertou ainda mais ao ver aquele corpo pequeno cercado por fios e tubos. Segurei sua mão, acariciei seus fios bagunçados e sussurrei histórias que ele adorava ouvir. Prometi que, quando tudo aquilo acabasse, eu traria Daimon de volta, e nós estaríamos juntos como uma família. Prometi que nada nem ninguém iria nos separar.

Então, o som do bipe mudou. Um apito contínuo que cortou meu peito.

— Parada cardíaca! — Savanna gritou, rapidamente se movendo para preparar o desfibrilador.

— Não! — Gritei, com o desespero subindo pela garganta. — O que você fez de errado?! — Avancei para ela, rosnando de forma instintiva, como se meu corpo quisesse arrancar respostas, qualquer resposta, enquanto sentia meu mundo despencar.

“Airys, controle-se!” — Rielly rugiu em minha mente.

— Luna, se afaste! — Savanna rosnou de volta, com a voz firme e afiada. — As condições dele são críticas. O ferimento atingiu o coração. Eu tentei fazer os pontos, mas a linha cedeu e a cavidade se encheu de sangue... Por isso ele entrou em parada. Vou estabilizar, retomar a cirurgia enquanto colocamos a bolsa de sangue dos irmãos e rezamos para que o plano funcione.

— Rezamos? — Minha voz saiu em um rugido dolorido, as mãos tremendo ao lado do corpo. — É a vida do meu filho que está em jogo!

— Eu sei! — Ela rebateu com a mesma ferocidade, os olhos cravados nos meus. — E agora é você quem está me impedindo de salvá-lo.

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