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A LUNA HUMANA VENDIDA AO ALFA SUPREMO romance Capítulo 470

POV: AIRYS

— Me perdoe, Savanna... eu não queria estragar o seu casamento e... — minha frase se quebrou em um gemido dolorido quando outra contração me atingiu em cheio. Meu corpo inteiro estremeceu e minhas mãos agarraram o braço de Daimon com força. — Merda... eu tinha esquecido o quanto isso dói!

— Pare de besteira, sou sua médica e amiga, deveria ter me dito que suas contrações havia começado. — Savanna me repreendeu, ajoelhando-se diante de mim, ainda de vestido de noiva. Seus dedos firmes fizeram o toque e ela ergueu os olhos com um sorriso nervoso. — Seu filhote está pronto para vir ao mundo.

— Alguém pelo menos está preparado para essa situação. — Daimon murmurou, tentando parecer calmo enquanto acariciava meus cabelos molhados de suor. Sua mão firme segurava a minha, e eu podia sentir a tensão dele no aperto. — Estou aqui, meu amor, do seu lado. Sempre.

— Que tal trocarmos de lugar? — rebati entre dentes, arqueando a sobrancelha mesmo contorcida de dor. Outra contração me pegou em cheio, rasgando um gemido alto da minha garganta. — Ah, merda... Supremo, cancela qualquer plano de termos mais filhos... este é o último, chega!

— Você está com dor agora, meu amor... depois vai mudar de ideia. — Ele começou tentando soar confiante, mas uma nova contração atravessou meu corpo e arranquei um gemido alto. Apertei ainda mais forte a mão dele, senti seus ossos estalarem e vi seu cenho se fechar. Ele rosnou baixo. — Está bem... chega de filhotes.

Olhei para ele arqueando a sobrancelha, mesmo ofegante.

— Eu avisei... — sussurrei entre arfadas, tentando rir no meio da agonia.

Daimon virou-se desesperado para Savanna, que já estava com as luvas postas, pronta para me ajudar.

— Ela está com muita dor, Savanna. — sua voz saiu aflita, carregada de angústia. — Não dá para dar algum remédio? Qualquer coisa que facilite esse parto? Nunca a vi sofrer tanto. Não tem nada que eu possa fazer?

— Você pode ficar ao lado dela sendo o bom marido que é, cuidando dela, sendo gentil. — Savanna falou firme, assumindo o controle da situação. — O resto deixa comigo e com a natureza. Luna, você já passou por isso antes e já encarou dores piores... é forte, consegue sim. Vamos lá, seu filho quer vir ao mundo, mamãe.

— Daimon... dói... — gemi alto, o corpo inteiro se contraiu e meus dentes cerraram quando a dor me atingiu em cheio. Respirei fundo, arfando, tentando não perder o controle.

Ele imediatamente segurou meu rosto entre as mãos, seus olhos terrosos brilhando em desespero.

— Você está indo bem, meu amor. — sussurrou carinhoso, a voz trêmula, mas carregada de devoção. — Falta pouco, minha Rainha... só mais um pouco para termos nosso filhote conosco.

“Respira, Airys. Você já suportou ferimentos, batalhas, cicatrizes que quase nos derrubaram. Essa dor é grande, mas não maior do que você. Nós duas conseguimos, juntas.” Rielly me incentivou, vibrando dentro de mim como um chamado de força.

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