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A Luna Indesejada do Alfa romance Capítulo 220

(Ponto de Vista de Kennedy)

Enquanto atravessava para o outro lado da Rayna, abri um sorriso pra ele. O curandeiro já entregava minha sobrinha nos braços do Jeremiah, e, mesmo sem fôlego, Rayna irradiava um brilho próprio. Ela estava linda, principalmente depois de ter acabado de dar à luz dois bebês gigantes.

— Pelo visto, a gente vai ter que esticar essa comemoração… Uma semana inteira de aniversário para dar conta de nós quatro. — Soltei uma risadinha.

— Eles são lindos, Rayna. Mandou bem. — Ryker se aproximou por trás de mim, me envolvendo com um dos braços, ao mesmo tempo que, com o outro, afastava a manta do rosto do nosso sobrinho.

— Ei! Eu também contribuí. — Jer reclamou, meio sem força.

— Vocês já escolheram os nomes? — Perguntei, observando os dois tão tranquilos, apenas descansando nos nossos braços.

— Claro que escolhemos. Agora é só decidir quais usar. Como são gêmeos, pensamos em pares que combinassem entre si. Imaginei que, se puxarem o pai, vou acabar gritando com os dois ao mesmo tempo com frequência, então os nomes precisam sair fácil. — Todos rimos. — Eu sei qual par eu mais gosto. E você, amor?

— Eu gostei de todos os nomes que a gente escolheu. Pode decidir. Afinal, você fez todo o trabalho pesado. — Ele nem tirava os olhos da filhinha, completamente perdido, como se estivesse decorando cada detalhe dela.

— Eu curti Hayden e Carson… Agora, qual fica com quem? Dá pra usar os dois pra qualquer um. — Ela olhou para todos nós, exausta, mas feliz.

— O pequeno aqui tem cara de Hayden. — Ryker disse, e, como se tivesse entendido, o bebê abriu os olhos verdes brilhantes ao ouvir a voz do tio.

— Acho que o Hayden concorda com o próprio nome. O que você acha, Rayna? — Ela apenas sorriu, com lágrimas nos olhos. — Você está bem? Quer que eu chame o curandeiro? — Perguntei, já preocupada.

— Valeu, Ken. Vai descansar. Esses últimos dias foram intensos. — Depois de beijar minha cabeça, ele me soltou e cumprimentou o Ryker com um aperto de mão antes de sairmos do quarto. Lá fora, tia Beth e Sarah estavam sentadas, cochichando entre si, claramente planejando algo. E eu não tinha a menor intenção de me meter no meio de duas avós planejando tudo para os primeiros netos.

Assim que chegamos ao saguão, fomos praticamente atacados por todo mundo querendo saber como a Rayna estava, como estavam os bebês… Todos os detalhes possíveis. Demos só o básico, porque nomes e tudo mais tinham que vir deles. No fim, Ryker nem deixou que eu ficasse muito tempo respondendo antes de me puxar para fora, em direção ao carro.

O caminho de volta foi silencioso, e o cansaço começou a pesar de verdade. Aos poucos, fui apagando com o ronco do motor e o cheiro do Ryker me envolvendo. Estávamos seguros, juntos. Jeremiah e Rayna estavam bem, com os gêmeos que decidiram chegar mais cedo enquanto estavam de visita… Logo um sorriso preguiçoso se espalhou pelo meu rosto, impossível de segurar.

Assim que a gente entrou na garagem, desci do carro e fui caminhando devagar até a porta. Nem sabia ao certo pra onde estava indo, só me deixei levar no automático, torcendo para que meu corpo lembrasse sozinho o caminho até a cama.

— Tem um lugar que eu quero te levar mais tarde, então não rola ficar esperando o dia inteiro até você achar a escada. — Ryker me ergueu no colo do nada e começou a subir a escada de três em três degraus. Eu nem retruquei a provocação, só enterrei o rosto no pescoço dele e fechei os olhos. Nem percebi quando peguei no sono nem quando fui parar na cama.

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