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A Mulher que Fez o CEO Mais Frio Chorar na TV romance Capítulo 125

Nos olhos de Sofia surgiu um brilho de pesar. Ela já esperava por aquela resposta, sabia que amor não se implora. Afinal, aquele casamento de seis anos, sustentado por gratidão e pela dívida de uma vida salva, chegava ao fim. No fim das contas, como dizia o ditado, fruta forçada nunca era doce.

Quando Sofia e Luana se afastaram pelo corredor, uma sombra se moveu atrás da parede. Era Anabela. Ela piscou, incrédula, incapaz de acreditar no que havia ouvido, e a palavra escapou num sussurro que parecia lhe arder na garganta:

— Divórcio?

Havia ouvido certo? Aquela mulher que passava anos correndo atrás de Ricardo agora queria se divorciar dele? De repente, tudo começou a fazer sentido. Não era à toa que Luana andava tão calma ultimamente, sem reagir às provocações.

Anabela respirou fundo, o olhar faiscando de irritação e curiosidade ao mesmo tempo.

— Isso preciso confirmar. — Murmurou, virando-se nos calcanhares com um movimento rápido.

Saiu apressada e foi direto até o campo de golfe.

Ricardo, de camiseta esportiva e calça bege, concentrava-se no jogo. A postura impecável, o movimento preciso. Ele calculava a inclinação do gramado e a distância de cada obstáculo com a frieza de quem raramente erra. A tacada foi limpa; a bola atravessou o ar e caiu no buraco. Outra vez, o mesmo resultado.

Um dos empregados se aproximou e lhe entregou uma garrafa de água mineral. Ricardo agradeceu com um leve aceno, abriu a tampa e bebeu um gole.

— Ricardo!

A voz aguda de Anabela cortou o ar. Ele levantou os olhos e a viu se aproximando apressada, o salto afundando na grama a cada passo.

— O que foi agora? — Ele perguntou, devolvendo a garrafa ao funcionário.

— A Luana vai se divorciar de você, não vai?

Nenhum dos empregados ao redor ousou respirar mais alto. Todos fingiam não ter ouvido nada. Ricardo manteve a postura, o olhar ainda voltado para a bola à sua frente, e só então falou, sem pressa nem emoção aparente:

— Que bobagem é essa?

— Eu ouvi, tá? Ela estava falando com a avó! — Anabela insistiu, bloqueando o caminho dele com os braços abertos. — Ricardo, ela teve a cara de pau de dizer que quer o divórcio! Se alguém devia pedir isso, era você! Como ela ousa? Aquela puxa-saco, aquela...

— Anabela. — A voz dele saiu fria, cortante, e o olhar, antes distraído, firmou-se nela com uma intensidade que a fez recuar meio passo. — Seu pai te mandou estudar fora e foi isso que você aprendeu? Esquecer o significado da palavra respeito?

O rosto dela empalideceu, e o impacto das palavras a atingiu como um tapa inesperado. Antes que pudesse se conter, as lágrimas já lhe subiam aos olhos.

— Ricardo, quando eu falava dela antes, você nunca me respondeu assim.

— Você me disse isso na minha frente?

— Eu... — Anabela hesitou.

Claro que não. Antes, ele nunca ficava perto de Luana o bastante para ouvir o que ela dizia. E, naquela época, ele mal se importava. Agora, porém, algo havia mudado.

Anabela tentou se justificar, o orgulho ferido transparecendo na voz:

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