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A Mulher que Fez o CEO Mais Frio Chorar na TV romance Capítulo 538

Liliane cumprimentou todos com sua alegria habitual e se jogou na cadeira em frente à de Luana, depositando um copo de bubble tea na mesa.

— Toma, comprei pra você. — Disse ela, sorrindo.

Luana piscou, surpresa com a aparição repentina.

— Achei que você tinha desistido de vir trabalhar depois de poucos dias.

— Claro que não! É que a mudança de casa me deixou exausta, precisei recarregar as energias e descansar um pouco. — Explicou Liliane, fazendo um gesto de cansaço exagerado.

Então, seus olhos pousaram no escritório de Valentino, notando as persianas totalmente fechadas, algo incomum para ele.

— Uau, que mistério é esse? Será que ele está escondendo alguma beldade lá dentro? — Os olhos dela brilharam de curiosidade. — Preciso conferir isso agora mesmo.

— Ei, espera, não vai lá... — Luana tentou chamá-la, estendendo a mão, mas a garota já estava na porta.

Liliane se preparava para espiar por uma frestinha, inclinando o corpo, quando subitamente a porta foi aberta por dentro.

Com o movimento brusco e a falta de apoio, ela perdeu o equilíbrio e tombou para dentro da sala. Ricardo, num reflexo rápido, desviou o corpo para o lado para não ser atingido. Valentino até fez menção de segurá-la, mas não foi rápido o suficiente. Liliane acabou caindo de joelhos, prostrada aos pés dele numa pose humilhante.

O silêncio que se seguiu foi absoluto e constrangedor.

Luana levou a mão à testa, suspirando profundamente: "Essa menina só me dá trabalho..."

Valentino ficou imóvel por alguns segundos, olhando para baixo, mas logo recuperou a compostura e comentou, sem alterar a expressão séria:

— Ainda não é Ano Novo, Srta. Liliane. Não precisa de tanta cerimônia ao me cumprimentar.

Liliane sentiu o rosto queimar e desejou que um buraco se abrisse no chão para engoli-la. Ela se levantou rapidamente, limpando a poeira imaginária da saia, e começou a resmungar para disfarçar a vergonha:

— Quem foi o cego que abriu a porta desse jeito e ainda desviou de mim, hein?

Ao se virar para confrontar o "culpado" e dar de cara com Ricardo, ela empalideceu como se tivesse visto um fantasma. Num pulo, correu para se esconder atrás de Valentino, usando-o como escudo humano.

Ricardo soltou uma risada sarcástica, cruzando os braços.

— Você não disse que tinha voltado para Valdória?

— Eu... bem... — Liliane gaguejou, espiando por cima do ombro de Valentino. — Voltar pra lá pra ficar sem fazer nada? Melhor não incomodar a família. Decidi continuar meu trabalho aqui. Sou uma funcionária exemplar e dedicada, sabe?

Ela forçou um sorriso amarelo, tentando parecer convincente.

— Funcionária exemplar? Você? — Ricardo estreitou os olhos, conhecendo exatamente a peça que tinha em mãos. — Pare de inventar desculpas. Vamos, você volta comigo agora.

— Não vou! — Ela mordeu o lábio e correu para fora da sala, agarrando-se ao braço de Luana como um coala numa árvore. — Fico aqui! Foi a Luana que me trouxe, e só saio se ela mandar!

Ricardo massageou as têmporas, sentindo uma dor de cabeça começar a latejar. A teimosia da prima era lendária.

Mas a dúvida agora corroía seus pensamentos. A ideia de subornar a família do idoso atropelado tinha sido de Érica, e ainda assim, durante os dias terríveis em que Yasmin esteve detida na delegacia, a mulher não movera uma palha para ajudá-la; nem sequer mencionara seu nome aos advogados. Lembrando-se dos avisos constantes de Luana, Yasmin começou a suspeitar que tudo não passara de uma armadilha cruel.

Inquieta e precisando de respostas, decidiu confrontar Érica ou, pelo menos, sondar o terreno para confirmar suas suspeitas.

Ao se aproximar do quarto da madrasta, porém, seus passos estancaram. Gemidos abafados e ritmados vinham de dentro.

Ela sabia exatamente o que aquele som significava. O constrangimento a fez recuar, prestes a dar meia-volta, quando um detalhe a gelou, pois ela lembrou que seu pai, Afonso, havia saído cedo naquela manhã para resolver negócios.

O sangue fugiu de seu rosto. Ela olhou para a porta fechada, o coração batendo descompassado contra as costelas. Aproximou-se sorrateiramente, prendendo a respiração, e encostou o ouvido na madeira fria.

— Ai... vai devagar, seu louco! Alguém pode ouvir! — Sussurrou a voz inconfundível de Érica, entre arquejos.

Pouco depois, uma voz masculina respondeu, grossa e impaciente:

— Medo de quê? Os empregados estão na hora da sesta e o velho ainda demora a voltar. O que foi, amor? Não está gostando?

Yasmin reconheceu a voz num instante. O choque a fez levar as mãos à boca para abafar um grito de horror.

Era César!

Ele estava tendo um caso com Érica! E tinham a audácia e a falta de caráter de fazer aquela sujeira ali, dentro da casa da família, em plena luz do dia.

Trêmula, mas movida por uma súbita clareza e raiva, Yasmin sacou o celular do bolso e gravou um trecho do áudio. Com a prova do crime salva, afastou-se dali o mais rápido que suas pernas permitiam, antes que fosse descoberta.

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