Bernardo se inclinou até ficar bem perto dela, os lábios quase roçando a orelha de Vanessa. A voz saiu baixa, carregada de ameaça velada:
— Entre você e ela, tenho certeza de que você é quem menos gostaria que o Ricardo descobrisse o quanto você fica safada na minha cama.
O rosto de Vanessa congelou. A boca se abriu como se fosse responder, mas nenhuma palavra saiu.
Bernardo se afastou devagar, ajeitando os punhos da camisa com calma.
— Faz o que mando direitinho, e te garanto, você vai ter tudo que quer.
Ele saiu do quarto sem mais uma palavra, fechando a porta atrás de si.
Vanessa ficou parada no meio do quarto vazio, os braços caídos ao lado do corpo. O rosto dela tava pálido, tenso. Ela apertou os punhos até as unhas cravarem nas palmas.
No começo, quando havia fechado aquela parceria com Bernardo, ela jamais imaginou que ia acabar na cama com ele. Mas naquela noite fatídica, após beber além da conta, as coisas saíram completamente do controle, e agora ele tinha munição contra ela.
Mas não importava. Por enquanto, ela ainda precisava dele. A família Marques não tinha nem metade do poder ou da fortuna da família Ferraz, mas pelo menos Bernardo sabia como satisfazê-la fisicamente. E mais importante, ele era extremamente útil.
Se não fosse pela ajuda dele, apagando rastros, cobrindo evidências e manipulando informações, os investigadores de Ricardo já teriam descoberto todas as suas merdas há muito tempo.
Pensando nisso, um sorriso frio e cruel se formou nos lábios de Vanessa.
Luana era realmente patética.
...
No dia seguinte.
Luana foi até o quarto da Sra. Ramos para fazer uma visita pós-operatória de rotina.
Fabiano estava lá também, mas completamente diferente de como havia sido antes da cirurgia. Ele estava extremamente gentil, quase efusivo, chegando até a pedir para o secretário providenciar uma placa oficial de agradecimento em nome da prefeitura.
Luana agradeceu educadamente, mas quando estava prestes a perguntar sobre os sinais vitais e a recuperação da paciente, percebeu algo estranho, pois a Sra. Ramos não tirava os olhos dela. Não era um olhar comum, era quase como se ela tivesse visto um fantasma.
— Sra. Ramos? — Luana chamou com cuidado.
A mulher piscou várias vezes, como se acordasse de um transe.
— Desculpa. Qual é seu nome mesmo?
— Luana.
— Luana... — A Sra. Ramos repetiu o nome devagar, quase provando ele na língua. Ficou com uma expressão distante, perdida em algum lugar do passado.
Fabiano percebeu a mudança na esposa e se inclinou para perto dela, segurando a mão dela com cuidado.
— O que foi, amor? Está tudo bem?
A Sra. Ramos balançou a cabeça rapidamente e forçou um sorriso tranquilizador.
— Não, não é nada grave. É só que... a Sra. Luana me lembra muito uma amiga minha de anos atrás.
Luana ficou surpresa, mas não sabia o que dizer.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: A Mulher que Fez o CEO Mais Frio Chorar na TV