Vanessa terminou de se arrumar sentindo-se plenamente satisfeita; diante do espelho, o canto dos lábios se ergueu, revelando um sorriso leve, quase imperceptível, mas carregado de autoconfiança. Ainda conferiu uma última vez o interior da cabine, como se certificando de que nada estivesse fora de lugar, antes de sair com passos firmes e postura ereta.
...
Pouco tempo depois do retorno de Vanessa, Luana também apareceu. A conferência prosseguiu até o encerramento total, e só então Luana deixou o local junto de Bernardo, acompanhados por dois renomados especialistas da área médica.
— Luana, ouvi o Bernardo dizer que você é a última discípula do Sr. Gustavo. Tão jovem, e já é capaz de realizar cirurgias complexas por conta própria. De fato, conseguiu superar até mesmo o mestre. — Durval falava com um brilho orgulhoso no olhar, como quem testemunhava a continuidade de um legado.
Luana retribuiu com um sorriso cordial:
— Sr. Durval, o senhor exagera nos elogios. Tudo que consegui até hoje devo ao cuidado e à paciência do meu mestre.
Durval entrelaçou as mãos atrás das costas, soltando uma risada baixinha, marcada por uma leve resignação:
— Igualzinho a ele, sempre modesta demais.
Após se despedirem dos veteranos, Luana e Bernardo seguiram em direção ao térreo. Ao chegarem, encontraram um grupo de pessoas reunidas. No centro, Vanessa falava com evidente ansiedade sobre o desaparecimento de uma pulseira, insistindo para que verificassem as câmeras de segurança.
— Sra. Vanessa, a senhora lembra exatamente em que momento perdeu a pulseira? — Perguntou uma das funcionárias, tentando ajudar.
— Pois é, um objeto pessoal... não se pode simplesmente deixá-lo em qualquer lugar! — Comentou outra pessoa.
Vanessa parecia cada vez mais aflita. Ao notar a presença de Luana, ergueu a voz de forma calculada:
— Eu... bom... lembro de ter ido ao banheiro e, após encontrar a doutora Luana lá, a pulseira simplesmente desapareceu.
O murmúrio que se seguiu foi instantâneo. Muitos ali eram funcionários do próprio hospital.
— A doutora Luana? Não acredito que seja possível...
— Realmente, ela não parece ser esse tipo de pessoa...
Naquele momento, Ricardo se aproximou acompanhado por alguns homens, o olhar firme percorrendo a roda de curiosos.
— O que está acontecendo aqui? — Ele indagou.
Vanessa correu até ele, dizendo com a voz embargada de emoção:
— Ricardo, a pulseira que você me deu desapareceu.
As sobrancelhas dele se franziram de leve, mas antes que dissesse algo, alguém ao lado acrescentou:
— A Sra. Vanessa mencionou que o sumiço aconteceu logo depois que esteve com a doutora Luana...
Todos voltaram o olhar para Luana. Ricardo também a encarou, a expressão inalterada.
Bernardo cruzou os braços e interveio:

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