— Vou pedir para a Fernanda levar você para casa. — Disse Ricardo, afastando a mão dela com frieza antes de se virar e sair sem olhar para trás.
Vanessa ficou olhando enquanto ele se afastava, os dedos apertando com força a pulseira que segurava. Nos olhos, um brilho cortante de rancor e hostilidade.
Maldita Luana! Como ousava disputar um homem com ela?
Segurando o celular, ela se afastou alguns passos e, sem hesitar, discou rapidamente um número.
...
Ao chegar ao estacionamento, Luana não esperava ver Bernardo surgindo atrás dela. Ela se virou, ligeiramente surpresa.
— Bernardo?
Ele parou diante dela e deu de ombros, como se aquilo fosse óbvio.
— Acredito em você, Luana. Sei que você não é esse tipo de pessoa.
— Por que teria tanta certeza? — Ela perguntou, ainda com a surpresa estampada no rosto.
Bernardo cruzou os braços e explicou:
— Confio no julgamento do Gustavo. Ele não costuma errar sobre as pessoas. Eu também não... principalmente quando se trata de identificar mulheres interesseiras.
A fama dele não era à toa. Bernardo já tinha se envolvido com incontáveis mulheres e até no círculo social era conhecido como "o amigo das mulheres". Sua experiência o tornava imune a joguinhos. Enganar Bernardo era como tentar quebrar uma pedra com um ovo.
— Obrigada. — Luana acabou abrindo um sorriso.
— Não tem de quê. — Respondeu ele, dando um passo para mais perto. — Quer que eu te acompanhe?
Luana ergueu o rosto para encará-lo, sem saber se aceitava a oferta, mas antes que pudesse responder, uma voz masculina conhecida soou logo atrás, carregada de frieza.
— Sr. Bernardo, por acaso o senhor está interessado nela?
Luana não precisou se virar para saber quem era.
Não importava a injustiça que Vanessa havia lhe causado, naquele momento, a maior ferida vinha dele, que a havia humilhado sem piedade.
Bernardo soltou um som de desprezo.
— Ora, Sr. Ricardo, abandonou a sua querida namoradinha? Vai me dizer que ainda nem promoveu ela a namorada oficial?
Ricardo ignorou a provocação. Aproximou-se, parou diante dele e, sem cerimônia, puxou o braço de Luana, obrigando-a a ficar ao seu lado.
— Preciso conversar com ela.
— Sobre a sua querida namoradinha? — Insistiu Bernardo.
— Não é da sua conta. — Retrucou Ricardo, seco.


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