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A Mulher que Fez o CEO Mais Frio Chorar na TV romance Capítulo 229

Por que justo ela?

O pensamento martelava sem parar na cabeça de Ricardo. O coração estava em pedaços. Aquela culpa acumulada por seis anos, sempre ligada a Vanessa, agora se misturava ao nojo e à repulsa após descobrir toda a verdade, era como se tudo o rasgasse por dentro.

Ricardo havia prometido a si que faria Vanessa pagar por tudo, que nada entre eles ficaria aberto, que a justiça seria feita. Mas o destino parecia gostar de provocar, sempre trazendo novas ironias. Justo ela?

Fernanda, que estava no canto do quarto, observava a expressão devastada de Ricardo e murmurou para si, quase como se aquela dor fosse merecida:

— Após tanto favoritismo... agora aguenta. O destino não erra mesmo.

Bastou esse comentário para Ricardo se recompor, lançando um olhar cortante na direção dela. Então, caminhou com firmeza até o sofá e jogou uma pilha de documentos sobre a mesa, voltando a assumir o controle.

— Se não estou enganado, temos um projeto da empresa programado para Riviera no próximo mês, certo?

Fernanda piscou, saindo do próprio pensamento.

— Temos, sim. Mas o senhor preferiu adiar, lembra?

Ricardo girou a aliança no dedo devagar enquanto dizia:

— Não vamos adiar mais nada. Traga tudo para frente.

Fernanda o encarou, entendendo rapidamente a mudança.

— O senhor vai mesmo para Riviera? — Ela hesitou, então completou. — E quanto à Vanessa?

— Deixe alguém vigiando ela. — Respondeu Ricardo, seco.

Fernanda assentiu, calada, e saiu do quarto.

Ele voltou o olhar à aliança em seu dedo, o rosto mergulhando numa sombra cada vez mais profunda, difícil de decifrar. Na vida dele, não existia a palavra "divórcio".

...

Naquela noite, uma chuva forte castigava Riviera. Relâmpagos incendiavam o céu, clareando a madrugada como se fosse dia. O som dos trovões acordou Luana, que se levantou assustada.

Ela acendeu o abajur, viu no relógio digital que eram cinco da manhã. A luz amarelada iluminava o quarto, mas não dissipava o suor frio que escorria de seu rosto. Fazia anos que não tinha aquele tipo de pesadelo, mas naquela noite o trauma voltou, com toda intensidade.

Quando amanheceu, a chuva já havia desaparecido, mas Luana chegou ao hospital cansada. Mal dormia e o cansaço estava estampado no rosto. Joana percebeu e pediu que Sandro a levasse para conhecer outras áreas.

Enquanto caminhavam pelos corredores, Sandro olhou para Luana com preocupação.

— Está com uma cara péssima hoje... está tudo bem?

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