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A Mulher que Fez o CEO Mais Frio Chorar na TV romance Capítulo 243

Augusto circulou "trauma" e "crise conjugal" no papel, cuidadosamente.

— Doutor... meu caso é tão sério assim? — Luana perguntou, apertando a alça da bolsa, claramente abalada. — Porque, de verdade, já pensei em matar alguém.

Ela sabia bem o quão pesado era confessar aquilo. Ainda assim, havia coisas que nem mesmo um médico conseguia resolver sozinho.

Augusto se recostou na cadeira e fechou a caneta, escolhendo suas palavras.

— O seu diagnóstico ainda está num padrão considerado normal, mas aparecem sinais de hostilidade e um quadro leve de depressão, nada que já não fosse esperado pela sua história recente. — Explicou ele, com calma. — O maior problema é ver como você se reprime há tanto tempo. Quem segura o que sente por tanto tempo, uma hora tem o corpo e a cabeça cobrando esse preço.

Luana ouviu em silêncio, mantendo os dedos pressionados na bolsa, o olhar baixo.

— Só teve vontade de matar alguém uma vez? — Insistiu Augusto, mantendo a voz paciente.

Luana confirmou com um movimento de cabeça.

— E era uma pessoa específica?

— Sim.

Augusto apoiou o queixo sobre a mão, enquanto fazia uma nova anotação.

— Isso que você sentiu, chamamos de estresse reativo. Quando um impulso como esse surge só diante de um estímulo muito pontual, normalmente provocado por alguém ou por uma situação externa.

Luana prendeu os lábios, pensando que sabia disso. Se Vanessa não tivesse provocado justamente naquele dia, nada daquilo teria acontecido.

O doutor concluiu a receita e entregou para Luana.

— Vou te recomendar alguns calmantes leves. Você pode comprar na farmácia ou, se quiser, pedir no hospital onde atende, fica à vontade. — Orientou Augusto e emendou. — Me passe seu telefone, assim qualquer coisa que acontecer, pode me chamar pelo WhatsApp.

— Está certo. Muito obrigada, doutor.

Luana salvou o contato dele e deixou o consultório.

Assim que saiu da clínica, passou no hospital para pedir à Iara a liberação dos medicamentos e, logo após, correu para o trabalho. Deixou os remédios sobre a mesa e saiu rapidamente para um atendimento urgente.

Pouco tempo depois, Valentino apareceu no setor, à procura de Sandro.

— Procura o Sandro? Ele pegou meio-período de folga hoje. — Respondeu Joana, imaginando o motivo da visita.

Valentino só acenou com a cabeça, já se virando para ir embora. Mas, ao se dirigir à porta, notou um saco com remédios na mesa de Luana. Chegou perto o suficiente para ver o rótulo, que indicava calmantes e reguladores de humor.

Ele ficou olhando por alguns segundos, sem mudar a expressão, e logo saiu do setor.

...

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