Um homem de porte elegante estava encostado na dianteira de um carro, com um cigarro preso entre os lábios. A fumaça branca se espalhava devagar, tornando seu rosto levemente turvo, e o olhar profundo que lançou percorreu o casaco masculino que ela vestia, carregando um significado que não se revelava de imediato.
Bernardo, instintivamente, olhou para Luana antes de se voltar para Ricardo.
— Senhor Ricardo, você está esperando por alguém?
Esperando por alguém?
Vanessa já havia saído do hospital. Então, quem ele aguardava? Seria ela?
O pensamento surgiu rápido demais, tanto que a própria Luana o achou absurdo.
Ricardo ergueu o queixo e soltou mais uma baforada, descartando a bituca no chão e esmagando-a com o sapato. O olhar que lançou a Bernardo trazia uma frieza sombria.
— Você gosta tanto assim de se meter onde não é chamado, Sr. Bernardo?
As palavras atingiram o peito de Luana como um golpe certeiro, fazendo seus lábios perderem a cor. Seria aquela armadilha preparada por Vanessa naquela noite algo feito sob ordem dele? A ideia fez o sangue lhe subir à cabeça e, ao mesmo tempo, deixou suas mãos e pés gelados.
Bernardo percebeu a alteração no semblante dela, semicerrando os olhos antes de se voltar para Ricardo.
— Desde quando salvar alguém virou intromissão?
Ricardo franziu as sobrancelhas. Bernardo estava prestes a falar de novo quando Luana, repentinamente, segurou seu braço, a voz baixa, quase trêmula:
— Bernardo, pode me levar para casa?
Ela estava tremendo?
Bernardo lançou um último olhar a Ricardo, mas não disse nada. Apenas concordou com o pedido dela.
Quando estavam prestes a entrar no carro, a voz gélida de Ricardo os interrompeu:
— Luana.
O corpo dela enrijeceu no mesmo instante. Em público, ele nunca a chamava pelo nome, sempre evitando que terceiros relacionassem os dois. Mas agora o que pretendia dizer?
Ela se manteve de costas, pronta para seguir, até que a voz dele veio mais grave:
— Você não me ouviu?
Luana apertou o curativo na mão, sentindo o sangue umedecer novamente a gaze. Engoliu a dor, virou-se com expressão fria.
— Precisa de alguma coisa, senhor Ricardo?
— Quem fez isso?
Ao ver a cena, Luana sentiu o nariz arder e conteve o impulso de chorar. Retirou da bolsa um documento amassado e o atirou contra ele.
— Não foi você quem mandou a Vanessa me atrair para aquele jantar, só para me fazer passar vergonha?
Ricardo baixou os olhos para o papel caído, o cenho se contraindo.
Toda a mágoa que Luana vinha acumulando explodiu de repente.
— Ricardo, se você me odeia a esse ponto, podemos nos divorciar quando quiser. Mas mandar outras pessoas me humilharem? Isso eu não admito!
Ele permaneceu em silêncio, apenas a encarando.
Luana deu as costas, temendo que, se ficasse mais um segundo ali, fosse sufocar.
Mas a voz dele a alcançou como um golpe final.
— Se você ousar ir embora, retiro o advogado que está defendendo o seu irmão.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: A Mulher que Fez o CEO Mais Frio Chorar na TV
Eu só espero que não role um sequestro dos bebês, essa história já está longa demais!...
estou achando essa história de remédio adulterado muito cansativa, e está se alongando muito, já está na hora de por um ponto final nessa história ....
até que enfim, Luana e Ricardo...
Quantos capítulos tem esse livro, está parecendo novela mexicana, não tem fim, são quantas gerações????...
Como é bom ver Ricardo e Luana que amor lindo, amooo...
Sou negra e feia, mas me valorizo! As brancas deveriam se impor mais ainda e sendo lindas então......
Não consigo mais comprar moedas. Sempre aparece a mesma mensagem com a informação que a compra é inviável pelo lado cliente, mesmo o pagamento sendo por PIX...
Porque não consigo mais ler? Tem mais de 1 semana que li o capítulo 646 e não liberam os outros. Vejo que já tem até o 654....
Como faço pra ler o livro completo tem como comprar por aqui...
Como ler a partir do capítulo 596?...