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A Mulher que Fez o CEO Mais Frio Chorar na TV romance Capítulo 33

A melancolia que, sem querer, transpareceu no olhar de Luana não passou despercebida. Vanessa percebeu claramente e avançou um passo, o rosto transbordando de satisfação.

— E daí que você recuperou a gravação? Não me diga que acredita mesmo que o Ricardo, mesmo sabendo da verdade, iria ficar contra mim por causa de um brinquedinho como você. É melhor aceitar a realidade e não se dar tanta importância. O Ricardo jamais vai acreditar em você.

Com o que queria em mãos, Vanessa já se preparava para sair, quando a voz calma, porém firme, de Luana soou atrás dela:

— Gravei tudo o que você acabou de dizer.

Vanessa parou de repente, girando o corpo de forma brusca. Seu olhar foi direto para a caneta nas mãos de Luana. Em um movimento rápido, ela agarrou o pulso da outra.

— Você teve coragem de me gravar?

Sem esperar resposta, arrancou a caneta à força e a arremessou ao chão com ímpeto. O impacto fez o corpo da caneta rachar e se espalhar ali mesmo.

Depois, com um sorriso de desprezo, Vanessa disse:

— Luana, é melhor não tentar se engrandecer. Isso só vai te prejudicar.

Luana baixou os olhos para os pedaços da caneta no chão. Então, no lugar de indignação, um sorriso leve surgiu em seus lábios.

— Você sempre fala que exagero, que me acho demais. Mas me diga, se realmente tivesse toda essa confiança que demonstra, sentiria medo de uma gravação minha?

A provocação deixou Vanessa sem reação por alguns segundos. Luana se abaixou, pegou um dos pedaços e mostrou o refil diante dela.

— É só uma caneta comum, senhora Vanessa. Então por que tanto nervosismo?

— Você ousou brincar comigo! — Vanessa explodiu, empurrando a mão de Luana. O refil escapou de seus dedos e rolou até parar debaixo da mesa.

— E ainda que eu tivesse brincado? — Rebateu Luana, olhando para ela direto nos olhos. — Quanto àquele caso em que me acusou de roubar sua pulseira, sem falar na armadilha do camarote... Ainda me lembro de tudo.

— Você...

O som de passos e vozes no corredor fez Vanessa interromper a fala. Num piscar de olhos, o ódio e o descontrole desapareceram, substituídos por uma expressão abatida e quase piedosa. Ela recuou um passo, deixando o corpo cair no chão de maneira desordenada, e começou a chorar baixo.

— Doutora Luana, sei que você ainda guarda mágoa de mim. Fui eu quem a acusou injustamente, e por minha culpa você foi suspensa. Toda a responsabilidade é minha! Estou disposta a dar a minha vida para me redimir.

Assim dizendo, pegou a faca de frutas que estava sobre a mesa e a direcionou contra o próprio pulso.

Luana reagiu instintivamente, erguendo a mão para impedir.

Aquela frieza, aquela desconfiança no olhar de Ricardo... ainda conseguiam feri-la.

Com movimentos lentos, ela abriu a mão que havia mantido cerrada. As marcas profundas das unhas na palma denunciavam a tensão, mas já não havia dor que ela pudesse sentir.

...

O corte no pulso de Vanessa não era profundo, e o sangramento logo foi contido após o tratamento.

Ricardo voltou ao quarto e ficou ao lado da cama, observando-a.

— Como está se sentindo?

— Sinto muito, Ricardo. Fui impulsiva, mas não queria que a doutora Luana me interpretasse mal. — A voz dela era fraca; o rosto, sem cor alguma. — Eu só queria me dar bem com ela no trabalho. Não queria prejudicar sua imagem ou te causar problemas.

Ricardo permaneceu em silêncio por alguns instantes, apenas a encarando. Por fim, respondeu:

— Não precisa se preocupar com essas coisas.

— Ricardo... — Vanessa se inclinou e o abraçou.

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