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A Mulher que Fez o CEO Mais Frio Chorar na TV romance Capítulo 38

Luana voltou para o escritório e, pouco depois, recebeu uma mensagem de Bernardo.

Por volta das quatro e meia da tarde, ela chegou ao Instituto de Pesquisa Clínica do Sono, lugar onde Bernardo trabalhava.

Assim que entrou, não conseguiu esconder a surpresa ao perceber que o projeto que Vanessa lhe havia entregado da última vez pertencia exatamente a esse instituto.

Bernardo se levantou para recebê-la e, com um sorriso brincalhão, comentou:

— Luana, por um momento achei que você tivesse se perdido. O instituto não é grande, mas, acredite, é fácil se confundir por aqui.

Ela se acomodou no sofá, os olhos percorrendo o ambiente.

— Então este é o seu instituto? — Luana perguntou, curiosa.

Enquanto lhe servia chá, ele respondeu:

— Não exatamente. Tenho apenas participação aqui. Por quê?

Luana balançou a cabeça, indo direto ao ponto.

— E os depoimentos daquelas pessoas... você realmente conseguiu?

— Claro que sim. — Bernardo tirou um papel do bolso e o colocou sobre a mesa, empurrando-o na direção dela. — Veja você mesma.

Luana desdobrou o papel e, logo que leu a palavra "Ferraz", sentiu um leve choque lhe percorrer o peito.

Ricardo?

Naquela noite, ela havia testado Ricardo propositalmente, mas ele não mostrava qualquer reação fora do comum. Será que sua capacidade de disfarçar chegava a esse ponto?

— Bernardo, isso foi realmente o que eles confirmaram? — Luana perguntou, tentando manter a voz firme.

Ele soltou um suspiro.

— Perguntei mais de uma vez, e todos foram unânimes. Disseram também que era alguém influente, uma pessoa que eles não podiam se dar ao luxo de provocar. — Levantou a xícara e tomou um gole de chá, com calma calculada. — Pense bem, além de alguém da família Ferraz, quem mais poderia ser?

Luana apertou o papel entre os dedos, sentindo-o quase se amassar em sua palma. Respirou fundo antes de dizer:

— Obrigada, Bernardo. Um dia destes, vou te convidar para jantar.

Ele riu e disse com ar provocador:

— Você que está dizendo. Não venha reclamar depois se eu acabar te deixando pobre de tanto comer.

— Não vou me arrepender. — Ela sorriu de leve.

— É mesmo? — Bernardo manteve a expressão leve. — Estranho... Da última vez, não pareceu ser assim.

— Está se lembrando mal, Sr. Bernardo. — E, sem acrescentar mais nada, Ricardo voltou a caminhar.

Durante todo o encontro, ele não dirigiu sequer uma palavra a Luana. No fundo, nada havia mudado. Em locais públicos, continuavam agindo como completos estranhos.

Luana não soube dizer como conseguiu sair dali. Nem sabia direito no que estava pensando. Só percebeu que quase tropeçou quando Bernardo segurou seu braço.

— Preste atenção por onde anda.

Ela piscou e baixou os olhos, vendo que já estavam descendo alguns degraus.

— Desculpa... Eu... estava distraída. — Ela murmurou, constrangida.

— Tem certeza de que está bem? Consegue dirigir sozinha? — Bernardo parecia realmente preocupado.

Ela abriu um sorriso breve.

— Pode ficar tranquilo. Eu jamais colocaria minha vida em risco.

Era verdade, para Luana, a própria vida sempre era algo precioso demais para ser negligenciado.

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