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A Mulher que Fez o CEO Mais Frio Chorar na TV romance Capítulo 416

Recuperando-se de seus pensamentos, Gustavo assentiu com aprovação ao ouvir a proposta da neta.

— De fato, é raro a Luana vir nos visitar. Já que está aqui, fique e coma conosco. — Reforçou o patriarca.

Sem jeito de recusar tamanha hospitalidade e a pressão gentil de Gustavo, Luana acabou aceitando o convite.

Quando chegou a hora do almoço, a atmosfera na sala de jantar mudou sutilmente com a chegada de Isabela, que retornava da empresa seguida de perto por Lívia. Isabela lançou um olhar rápido, quase clínico, sobre Luana, mas desviou os olhos imediatamente, como se a presença da convidada fosse irrelevante, e puxou a cadeira para se sentar à mesa com altivez.

— O Celso ainda está na empresa? — Indagou Gustavo.

Isabela pegou os talheres e começou a organizar seu prato com movimentos precisos.

— Ele está resolvendo algumas pendências e só voltará mais tarde. — Respondeu ela, antes de voltar sua atenção para a visita com uma cortesia fria e calculada. — O almoço está do seu agrado?

Luana manteve o sorriso sereno e educado.

— Sim, não sou seletiva com comida.

— Faz alguns anos que não vejo sua sogra, a Amanda. Ela está bem? — Perguntou Isabela. O tom parecia casual, despretensioso, mas a intenção era clara, deixando evidente que queria lembrar a todos, de forma sutil, o estado civil de Luana e seus laços com outra família. Parecia que, na cabeça de algumas pessoas, se ela se separasse de Ricardo, o caminho natural e obrigatório seria cair nos braços de Valentino.

Luana, contudo, não se deixou abalar e decidiu não rejeitar a "cortesia", mantendo a expressão amigável, embora seus olhos brilhassem com inteligência.

— A senhora tem um bom relacionamento com minha sogra? Curioso, nunca ouvi ela mencionar a senhora. — Rebateu ela com suavidade, mas com precisão cirúrgica. — Mas não se preocupe, amanhã mesmo falarei com meu sogro e pedirei que ele transmita à minha sogra o quanto a senhora se preocupa com ela e sente saudades.

Valentino baixou os olhos para esconder um sorriso divertido e percebeu que não precisaria intervir para defender a amada.

Isabela, por outro lado, ficou visivelmente desconcertada, com o rosto contorcido de desgosto. Ela olhou instintivamente para Gustavo, buscando apoio, pois as antigas rixas com Alexandre eram um ponto sensível que a família Alencar levava muito a sério.

O patriarca continuou comendo devagar, fingindo não notar a tensão no ar, até que Lívia, incapaz de ler o ambiente e sentada atrás de Isabela, não conseguiu se conter.

— A senhora Ferraz deveria prestar mais atenção às suas palavras e atitudes. — Disparou a jovem, num tom repreensivo.

Antes que Luana pudesse esboçar qualquer reação, o sorriso de Valentino desapareceu, substituído por um olhar gélido dirigido a Lívia.

— E desde quando é a sua vez de dar palpites aqui? — Questionou ele, com a voz grave e cortante.

Lívia estremeceu com o impacto da repreensão, abaixou a cabeça e mordeu o lábio em humilhação. Gustavo também percebeu que a hostilidade da nora era proposital. Sem a permissão silenciosa de Isabela, Lívia jamais ousaria tamanha insolência.

— A visita é sagrada. Pensei que as pessoas ao seu redor entendessem pelo menos esse princípio básico de educação. — Comentou Gustavo, repreendendo a nora indiretamente, mas com firmeza.

— Foi um descuido meu. — Admitiu Isabela, lançando um olhar severo para a assistente, tentando salvar as aparências. — Peça desculpas à nossa convidada.

Lívia apertou os lábios, contrariada, mas obedeceu.

— Desculpa.

— Não tem problema, desde que a senhora Lívia se lembre disso na próxima vez. — Disse Luana, pousando os talheres sobre o prato. — Professor Gustavo, estou satisfeita. Tenho compromissos agora e preciso me retirar.

— Tão cedo? — Lamentou ele, surpreso.

Isabela se calou. De fato, mesmo que o filho gostasse dela, não havia garantias de que ficariam juntos. Além disso, Ricardo certamente não assistiria passivamente sua esposa se envolver com outro homem.

Ao perceber que Isabela havia cedido, Lívia baixou os olhos, mordendo o lábio inferior com força numa tentativa silenciosa de conter a frustração que lhe apertava o peito.

...

Enquanto o carro seguia lentamente seu trajeto, Felícia quebrou o silêncio para se desculpar:

— Não leve a mal o que minha mãe disse. Ela só acha a situação estranha, afinal, todos sabem que você é nora da família Ferraz. Para ela, pareceria um escândalo, algo absurdo, dizerem por aí que a família Alencar está "roubando" uma mulher da família Ferraz.

— Entendo o lado dela, mas juro que não tenho esse tipo de relação com seu irmão. — Explicou Luana, com serenidade.

— Você não gosta dele? — Indagou Felícia, curiosa.

Luana pressionou os lábios levemente antes de responder, com a sinceridade de quem já blindou o coração:

— Nunca pensei em aceitar outra pessoa. Não existe qualquer sentimento romântico da minha parte.

Felícia suspirou, lançando um olhar significativo para a passageira ao lado.

— É uma pena, porque ele gosta de você há muito tempo.

— Há muito tempo? — Luana travou, surpresa.

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